Networking de qualidade

 - Crédito: Ilustração Alexandre Deruiz e Marcos Muller
Se você considera importante manter mais de 500 contatos no LinkedIn ou se orgulha da coleção de cartões corporativos, é melhor repensar sua estratégia de networking. Dois estudos recentes mostram que qualidade é melhor que quantidade na hora de montar uma rede de contatos eficiente — aquela que de fato vai ajudá-lo a resolver problemas de negócios e a encontrar um novo emprego. Uma das pesquisas é a do antropólogo inglês Robin Dunbar, que ficou conhecido nos anos 90 por pregar que o cérebro humano é capaz de estabelecer círculos de amizade com no máximo 150 pessoas.

O cientista, da Universidade de Oxford, refez a pesquisa analisando o tráfego de sites de relacionamento, como Facebook e Plaxo, e concluiu que a tecnologia não ajuda na expansão da rede de amigos. Mesmo com mil contatos no LinkedIn, uma pessoa interage pela web, no período de um ano, com no máximo 150, repetindo o comportamento do mundo real. Em outro estudo, os americanos John Hagel e John Seely Brown, do Center for the Edge, instituto de análises da consultoria Deloitte, propõem uma revisão na maneira convencional de fazer networking.

Segundo os consultores, a abordagem comum, que consiste em conhecer muitas pessoas e recorrer a elas quando necessário — como na hora de procurar emprego —, acaba criando relacionamentos baseados em interesse, em que um lado enxerga o outro com desconfiança. O método não funciona na prática porque, dizem os autores, não cria engajamento entre as partes na solução do seu problema. O que dá certo numa rede de contatos, diz John Hagel em entrevista a VOCÊ S/A, é investir na criação de relacionamentos consistentes, baseados em confiança. Só que isso leva tempo e exige esforço pessoal, o que acaba por eliminar a possibilidade de envolver muitas pessoas. Mas como desenvolver essa rede qualificada? “A resposta é a troca de conhecimento”, explica Hagel, que, com seu colega Brown, lançará em abril, nos Estados Unidos, o livro The Power of Pull (“O poder de puxar”), sem previsão de publicação no Brasil, no qual apresentam a teoria de networking eficaz.

A base da tese é a utilização de um tipo de conhecimento que os autores batizam de “tácito”, uma série de aprendizados que a pessoa guardou de suas experiênmostra cias, mas que não tem facilidade para expressar. Ao contrário das realizações que o profissional usa para fazer marketing pessoal, o conhecimento tácito só vem à superfície quando há um diálogo franco entre duas pessoas. “Uma conversa atenta permite que a experiência mais rica do profissional apareça”, diz Flávia Portella, consultora da DBM, empresa de outplacement, que trabalha com executivos que precisam aprimorar o networking para se recolocar. Explorar a sabedoria que você tem, mas não sabe, não é um exercício fácil. Requer do profissional disposição para ouvir com atenção e aprender com a outra pessoa. A partir do que o outro diz, você pode verificar o seu repertório — seu conhecimento tácito — e sugerir soluções para ele.

Quando o conselho é bom, e se transforma em ajuda efetiva, você ganha pontos com essa pessoa. Ela se sentirá grata e, quando você tiver um problema, ela vai tentar ajudá-lo. Agora, imagine fazer isso com mil pessoas. É improvável que você consiga. Por isso, colecionar cartões de apresentação é uma tarefa quase inútil se não tiver um vínculo forte com o dono do cartão. Para os consultores da Deloitte, fazer networking é, acima de tudo, um exercício de coragem. “Expressar esse saber tácito é desafiador porque exige disposição para reconhecer fraquezas pessoais e erros”, explica Hagel. Pode ser duro, mas conseguir fazer isso, porém, é a chave do sucesso.

“Mostrando suas questões mais pessoais você deixa os outros saberem quem você realmente é”, diz Flávia Portella, da DBM. Mais importante e eficiente que ficar perguntando a história dos outros profissionais, segundo Hagel, é encontrar pessoas que compartilhem o mesmo desafio que você e, a partir daí, tentar resolver o problema em conjunto. “Além de somar os conhecimentos existentes, as pessoas podem desenvolver coisas novas juntas, o que é mais legal”, explica.

AJUDA NATURAL
Em busca de compartilhar questões profissionais, um grupo de vice-presidentes e diretores de marketing de grandes empresas se reúne mensalmente em São Paulo, no comitê de executivos de marketing da organização internacional World Trade Center (WTC). O grupo é restrito a 40 pessoas, para garantir alto nível na conversa. Isso cria um espaço onde os executivos se sentem à vontade para expor questões estratégicas, que são difíceis de ser discutidas dentro da empresa.

A base da coisa é confiança. Os números discutidos ali nunca são expostos e concorrentes são proibidos. “Isso permite que a gente receba conselhos qualificados, estabeleça boas parcerias de negócios e crie uma proximidade profissional”, diz Marcus Vinicius Georgi, diretor de marketing da SAP, responsável pela unidade Business Objects.

Quando o networking é feito dessa maneira, as sondagens de emprego aparecem de modo natural entre dois conhecidos. “O lado da carreira faz parte desse convívio”, diz Marcus Vinicius. No networking convencional, você empurra seus interesses para os outros, disparando e-mails e telefonemas para pessoas com as quais tem pouca intimidade. O certo, diz John Hagel, é fazer o contrário, ou seja, atrair pessoas para perto de você. A sugestão do consultor é comunicar quais são as coisas de que gosta, nas áreas em que se considera competente. “Isso pode ser feito em qualquer meio, de redes virtuais a festas, de apresentações corporativas a discussões no café do corredor”, afirma.

“Se o interlocutor tiver interesses e conhecimento nos mesmos assuntos, o receio de se expor diminuirá e será superado pelo desejo de se conectar e aprender.” Embora estejam ligados à imagem do networking comum, na qual quantidade é mais importante do que qualidade, sites de relacionamento, como LinkedIn e Facebook, podem ser bem utilizados. A boa prática consiste em buscar pessoas que compartilhem o mesmo interesse, o que é diferente de pedir favor. “Você pode atrair gente que vive dilemas semelhantes ao seu que você nem sabia que existia”, diz gel.

Esta é, por exemplo, a história razoavelmente conhecida da origem do sistema operacional Linux, rival do Windows, da Microsoft. Seu “pai”, o finlandês Linus Torvalds, tentando solucionar um problema pessoal de programação de computador, resolveu pedir a ajuda de outros programadores pela Usenet, uma rede ancestral à internet.

Sem querer, descobriu que havia, ao redor do mundo, vários programadores com o mesmo desafio. “O Linus Torvalds publicou o código do sistema e, a partir daí, angariou uma comunidade de voluntários que tinha os mesmos objetivos e problemas, que se dispôs a contribuir”, conta Rafael Peregrino da Silva, CEO da Linux Media, editora que publica a revista Linux Magazine.

NOVAS PRÁTICASPara John Hagel, do Center for the Edge, esse novo tipo de networking exige que as pessoas mudem seus hábitos. Entre as ações citadas estão desde a criação de blogs ou a participação de discussões online até escolher viver em cidades ou bairros onde um determinado tipo de conhecimento é explorado de maneira mais intensa. “A meta é pensar sempre em como atrair para nós mesmos a atenção de pessoas relevantes”, diz Hagel. O publicitário paulista Guilherme Loureiro, de 28 anos, gerente de mídia digital da agência de publicidade Talent, ganhou notoriedade na comunidade de mídia eletrônica por meio de um evento que começou a organizar há dois anos, o Happy Hour do Mercado Digital. De um encontro de networking para 16 pessoas, o evento cresceu e chegou a ter 500 participantes em uma de suas edições.

Em um determinado momento, Guilherme resolveu criar uma comunidade virtual na rede Ning, a Happy Hour do Mercado Online (HHMOnline), que hoje conta com 1 600 profissionais de publicidade digital. “Conheci muitas pessoas, já fui convidado para dar palestras”, diz. A maior contribuição da rede, afirma Guilherme, é exatamente proporcionar que pessoas com desafios comuns se encontrem e troquem informações. “Pensei na rede como uma forma de conectar profissionais jovens, que sofrem com pouco espaço para crescer no mercado”, diz ele.

“O legal é ver as pessoas se conectando, trocando informações, fazendo negócios e arrumando vagas.” Segundo Hagel, o mundo está entrando numa fase em que para ser inovador ou manter-se competitivo é importante ter acesso aos locais onde circulam as melhores informações — e as pessoas só vão conquistar esse acesso por meio de relacionamentos de confiança. Se você ainda não havia pensado nesse tipo de networking, está na hora de começar.

Fonte: Você S/A

Veja como é possível calcular o retorno sobre o investimento do marketing em mídias sociais

Ao calcular o “ROI” das mídias sociais (ROI é a sigla, em inglês, de retorno sobre o investimento), você começa por contabilizar, por exemplo, o custo de lançamento de um blog e, então, busca avaliar o retorno, em vendas, sobre aquele investimento? Provavelmente, sim. A maioria faz isso. Mas alguns começam de modo diferente, analisando a que objetivos de marketing o blog pode atender (por exemplo, envolvimento dos consumidores com a marca) e que comportamentos se esperam dos visitantes (tais como postar um comentário sobre uma experiência recente de consumo).

Pois essas atitudes devem ser consideradas (e mensuradas) como “investimentos” dos clientes na mídia social lançada pela empresa. Em outras palavras, o retorno sobre o investimento em mídias sociais nem sempre será medido na moeda corrente das vendas; as atitudes (ou “investimentos”) dos clientes também pesam muito. Incluem parâmetros óbvios, como o número de visitas e o tempo gasto ali, mas também algo como o grau de atratividade dos comentários deixados no blog e o número de citações à marca no Facebook ou no Twitter.

Em suma, embora os altos executivos certamente precisem de números para saber se seu investimento está se pagando, querer apenas isso tem raízes na mídia tradicional, de massa. Essa visão estreita acarreta dois tipos de problema:

1. É orientada pelo curto prazo. Desenvolver relacionamentos significativos com os clientes leva tempo, porque as relações online envolvem conversas interativas e alguns gestores ainda não gostam da ideia de fazer parte do admirável mundo novo de “relacionamentos” com consumidores. Esse é um mundo em que os clientes controlam suas experiências online e onde suas motivações os levam a se conectar online com outros consumidores enquanto eles criam e consomem conteúdo, a maior parte dele gerada pelos usuários, não pelas empresas.

Quatro motivações-chave direcionam o uso das mídias sociais pelos clientes:
• conexões;
• criação;
• consumo;
• controle.

A perspectiva desses quatro Cs é importante porque leva a uma estrutura orientada pelo cliente na hora de avaliar uma mídia social. A maioria dos executivos ainda enxerga os aplicativos de mídia social como apenas mais um veículo de comunicação. Isso é um erro. O ambiente das mídias sociais é controlado pelos consumidores, não pelas empresas.

2. Ignora a maioria dos aspectos qualitativos. Ela ignora, por exemplo, o valor de tweet sobre uma marca, que surge de características únicas da internet e não possui analogias óbvias com as métricas tradicionais de mídia.

Objetivos melhores
A maioria dos gestores de marketing se sente pressionada a perseguir objetivos tradicionais, como vendas diretas, redução de custos ou aumento na participação no mercado. Eles até são mensuráveis na web 2.0:

• Para saber o efeito imediato sobre as vendas de uma campanha específica em uma mídia social, acompanha-se o faturamento gerado pelo dinheiro gasto, mesmo que vincular ações em mídias sociais diretamente às vendas seja difícil.

• Para mensurar economias de custo, basta medir quanto os consumidores fazem o papel de serviço de atendimento ao cliente, respondendo a perguntas nos fóruns.

• Para calcular aumento na eficiência das pesquisas de mercado, basta medir quanto a empresa usa a internet para buscar novas ideias – em fóruns de discussão em que os consumidores comentam conceitos de produtos e postam sugestões de aperfeiçoamento.

Mas os profissionais de marketing deveriam focar objetivos que demonstrem explicitamente o valor de operar no ambiente das mídias sociais, ou seja, que tirem proveito das características que distinguem as mídias sociais das demais, como estes três a seguir:

Brand awareness
Tradicionalmente, o nível de conhecimento da marca é medido por meio do acompanhamento de estudos e pesquisas de opinião. Online, entretanto, as empresas contam com outras formas de fazê-lo. Nos ambientes das mídias sociais, cada vez que uma pessoa usa um aplicativo desenvolvido pela empresa ou fala dela, a exposição da marca aumenta, muitas vezes em contextos altamente relevantes. Por exemplo: muitos dias antes das eleições nos Estados Unidos em 2008, a Starbucks veiculou uma peça no programa humorístico Saturday Night Live, também mostrado no YouTube, promovendo café grátis.

As menções à Starbucks no Twitter explodiram, com uma menção cada oito segundos em média, o que se traduziu em aumento substancial da exposição da marca. Esse tipo de uso das mídias sociais fortalece as associações com a marca na mente do consumidor. Outro exemplo é o da Naked Pizza, que fica em Nova Orleans, Louisiana, EUA, e é voltada para quem gosta de pizza, mas não abre mão de produtos saudáveis. A empresa passou a tuitar sobre suas pizzas em 2009 e hoje tem mais de 10 mil seguidores. Um cartaz do lado de fora de sua loja convidava os clientes a seguir a empresa no Twitter.

O sucesso da campanha no microblog culminou com um recorde de vendas, com mais de 68% desse movimento sendo originado por clientes que eram seguidores no Twitter. No mesmo dia, 85% dos novos clientes da empresa afirmaram que haviam sido motivados a comprar na Naked Pizza por causa do Twitter.

Envolvimento dos clientes
Essas campanhas com alto poder de envolvimento, a partir de conteúdo gerado pelos próprios usuários, tendem a conseguir comprometimento dos consumidores, reforçando a lealdade à marca e fazendo com que o cliente esteja mais propenso a despender algum esforço para apoiar a marca no futuro. Foi o que houve com a Southwest Airlines, a Starbucks, a Target e o Burger King.

Boca a boca
Uma vez conscientes da existência da marca e envolvidos com ela, os clientes têm condições de transmitir suas opiniões a respeito a outros consumidores, positivas ou não. Em 2005, o jornalista de tecnologia Jeff Jarvis criou um blog chamado “Dell Hell” para falar do péssimo atendimento que recebeu do serviço ao cliente da Dell. O buzz se espalhou rapidamente na internet e chegou à mídia de massa, e a Dell viu seus índices de satisfação de clientes cair cinco pontos percentuais em um ano.

Já a empresa de games Square Enix viu o lado bom disso: iniciou uma comunidade online para alimentar o interesse pelo lançamento de um novo jogo e o site atraiu mais de 14 mil pessoas para seus fóruns, sendo 30% recrutadas pelo boca a boca. Além disso, 40% da comunidade encomendou o produto antes do lançamento. No fim de 2009, o videogame já vendera 510 mil unidades nos Estados Unidos e no Canadá.

Costuma-se estimar o buzz geralmente por meio de pesquisas de opinião que medem a probabilidade de recomendação, ou usam-se a satisfação dos clientes e sua lealdade para afiná-lo, mas, online, medese isso diretamente. Metodologias mais sofisticadas geralmente são necessárias para medir o buzz, porque grande parte dele pode ocorrer, seja online ou não, em comunicação não aberta. Conteúdo gerado por usuários também pode carregar marcas de consumo favoritas (como em um vídeo no YouTube ou em uma foto no Flickr) e, assim, contribuir para o boca a boca.

É vantagem começar pelas motivações dos consumidores em relação à empresa, em vez de tentar descobrir que mídia social usar: isso mostra como aplicativos díspares se assemelham quando as motivações são as mesmas.
Calcule o “ROI” das mídias sociais
Matriz da eficácia
O passo seguinte é analisar as opções estratégicas para avaliar as iniciativas. Propomos uma matriz [veja quadro acima] que resume as opções dos gestores e traça os melhores (e piores) caminhos nesse campo:

• Quadrante “rua sem saída”. Nesse caso, o profissional de marketing tem uma capacidade limitada de medir seus esforços de mídia social e acredita que não estão funcionando. Os gestores se encontram nesse quadrante em consequência de uma estratégia do tipo “jogue tudo na parede para ver o que gruda” e acabam fazendo mudanças o tempo todo, sem ter como medir o impacto de cada uma.

Como a mensuração é confusa e os esforços parecem fracassar, o gestor tem pouca ideia do que fazer. O resultado é bastante previsível: ele desistirá de suas ações em mídias sociais ou continuará com ajustes aleatórios sem base em dados objetivos. Esse quadrante é, como se disse, uma rua sem saída e ninguém quer estar nessa situação.

• Quadrante “medida e ajuste”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade razoável de quantificar seus esforços em mídias sociais, mas, ainda assim, suas mensurações o têm levado a acreditar que eles não estão funcionando. Isso difere de estar numa situação de rua sem saída, pois, mesmo que o gestor não creia que está sendo bem-sucedido, ao menos ele tenta medir a eficácia das ações.

Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, há provavelmente algumas pistas sobre o que está dando errado. Isso significa que o gestor pode avaliar e ajustar a estratégia de mídia social de acordo com suas conclusões. Se conseguir fazer isso bem, ele pode avançar para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

• Quadrante “repetir para ter sucesso”. Aqui o profissional de marketing tanto tem uma capacidade razoável de aferir os resultados de suas ações em mídias sociais como acredita que os esforços estão funcionando. Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, ele pode repetir de forma consciente o processo para melhorá-lo ainda mais. Isso é difícil de fazer, mas, obviamente, vale o esforço.

• Quadrante “otimismo ingênuo”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade limitada de medir suas ações. Mesmo assim, ele acredita que tudo está dando certo. Julgamos que a maior parte dos profissionais de marketing começa nesse quadrante. Eles acham que vale a pena o esforço de investir nas mídias sociais, mas não têm certeza de qual a melhor forma de medir esses esforços.

Esse quadrante pode ser uma armadilha, porque, embora seja uma posição razoável da qual partir, todo mundo quer avançar o mais rápido possível para não ficar preso aqui. São três as opções a seguir:

1. O gestor não muda nada e, assim, ele provavelmente cairá na rua sem saída. Isso porque a falta de aferição levará, no final das contas, à deterioração da eficácia dos esforços ao longo do tempo, principalmente se os concorrentes puderem se sair melhor.

2. O gestor simplesmente começa a medir as ações de mídia social, descobre que as coisas não estão funcionando tão bem quanto poderiam (passando para o quadrante “medida e ajuste”) e, então, direciona seus esforços para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

3. O gestor começa a medir e descobre que as ações têm sucesso, avançando diretamente para a repetição do sucesso a partir do otimismo ingênuo. Em qualquer um dos dois últimos casos (desnecessário dizer que ambos preferíveis ao primeiro), a meta é fugir da mensuração confusa e ir na direção de métricas quantificáveis.

Agir antes, não depois
Gestores antenados não esperam sentados pelos resultados depois do lançamento de uma campanha em mídias sociais. Eles ouvem cuidadosamente, porque sabem que o cliente não apenas “consome” a campanha, mas também pode comentá-la (“criação”), compartilhá-la com seus amigos (“conexões”) e dar sua opinião, sem ser censurado (“controle”). E, além de acompanharem essas reações, tais gestores agem.
Calcule o “ROI” das mídias sociais
* Esta reportagem foi publicada pela Revista HSM Management (Março/Abril de 2011 br.hsmglobal.com) e agora no Mundo do Marketing por meio de parceria que os dois veículos mantêm.

Internet e redes sociais são as ferramentas mais utilizadas nas estratégias corporativas

 As ações de relacionamento mudaram. Apesar de manter a essência de oferecer tudo aquilo que pode agradar ao consumidor, os meios são outros. E aquele que não se adequar e entender isso, dizem os especialistas, está fadado a ficar na solidão. No Marketing de relacionamento, as redes sociais e a internet são pilares deste novo cenário para as relações entre empresa e cliente. É preciso que fique claro, no entanto, que não basta clicar algumas vezes no mouse para estreitar esses laços.

Hoje, vale tudo para agradar o consumidor. Com a velocidade que as informações são trocadas atualmente, não dá para imaginar que há somente 20 anos, 10 dias era o prazo médio para que uma reclamação chegasse ao departamento de Marketing de uma companhia. Certamente a interatividade ajudou e ainda pode oferecer mais do que apenas dados. Cada vez mais as empresas aprofundam o seu conhecimento sobre o cliente e aumentam sua presença no meio digital.

Mas, a facilidade com que se constrói uma plataforma de relacionamento pode enganar até mesmo quem as cria. “É preciso separar estratégia de relacionamento de ocupar espaço”, alerta Ricardo Teixeira, Coordenador do Programa Analista FGV e especialista em relacionamento, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Informações digitais
É unanime: Investir em relacionamento sem a internet não funciona. Então, criar um site interativo e perfis corporativos nas redes sociais resolve? Em parte. Além de oferecer todo o mecanismo de entretenimento, o mais importante é entender o que as informações querem dizer. “O investimento maior deve ser feito no profissional, com preparo e capacitação para entender o que está sendo dito. Avaliar e classificar o que chega, porque muitas vezes não traz conteúdo”, diz Patrícia Rozenbojm, Diretora Comercial da Consumer Voice, agência especializada em projetos de CRM.

Entre os projetos criados pela Consumer, está o “Bichinhos dos Sonhos”, para a Bauducco. Nesta promoção, a agência obteve informações pelo SAC enquanto ela estava em andamento. Além de fornecer dados para ações futuras, as informações foram interpretadas pela área de Marketing da companhia que, após uma analise de mercado, direcionou a comunicação de toda a linha de produtos da Bauducco para consumidores de diferentes perfis.

Com isso, a marca passou a presentear seus consumidores com uma edição limitada de pelúcias. De acordo com a empresa, em menos de um mês do início da ação foram trocados 600 mil itens. “A iniciativa nos ajudou a identificar quais foram os pontos melhor avaliados e as melhorias, e isto são aprendizados que ficam na empresa para futuras campanhas”, conta Marcos Bedendo, Gerente de Marketing da Bauducco.

Relacionamento em redes
Mesmo com as novas formas de se relacionar com o cliente, as empresas seguem um modelo tradicional, usado antes da chegada das redes sociais: interação de quem oferece com quem adquire. “Esse tipo de relacionamento ainda é feito, mas com tecnologia nova. Hoje se consegue atingir muito mais gente. A tecnologia tem feito a diferença e é a principal mudança nos últimos anos”, afirma Teixeira, da FGV.

O investimento em tecnologia para aprimorar o relacionamento hoje em dia deve contar, não só com respostas mais rápidas, como também diálogo pelo Twitter, Facebook e respostas adequadas para as dúvidas mais frequentes. Por isso, ao abrir a comunicação com o consumidor, o profissional precisa, além de falar corretamente, entender a necessidade do cliente e transformá-la em oportunidade para a sua empresa.

Com a ajuda das redes sociais, será cada vez mais fácil melhorar o relacionamento. “Existe hoje uma interatividade muito maior. Em alguns casos é muito positivo, mas em outros as empresas não agregam muito em relacionamento mesmo estando presente nas redes sociais de forma ativa”, completa Ricardo Teixeira.

Os 10 Direitos e Princípios da Internet 
Se você já usa a Internet a certo tempo, deve conhecer a Netiqueta, uma espécie de "etiqueta" a se observar para saber como se comportar na Internet (o "documento" envolve coisas como spam, "trollagem", uso excessivo de maiúsculas, entre outros). Agora a ONU lançou um documento oficial que tem quase o mesmo fim da Netiqueta: defender direitos e deveres na Internet.

O documento foi lançado dia 31/03 em Estocolmo, na Suécia e chama-se "10 Direitos e Pricípios na Internet", e pretende defender os direitos e deveres humanos na Internet.

Segundo Carlos Affonso Pereira de Souza, coordenador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, um dos órgão que fizeram parte na construção do documento, disse:

"O documento endossa a visão da internet como espaço a ser regulado pelo viés dos direitos humanos, evitando assim regulações que busquem censurar o acesso à rede e o livre acesso aos conteúdos ali disponibilizados. Existe uma nítida relação entre esses dez princípios agora lançados e o trabalho interno no Brasil com o Marco Civil da Internet."
 


O Brasil é o oitavo país do mundo em número de internautas (40,5 milhões), que passam em média 26,4 horas por mês na web, segundo a ComScore, empresa de monitoramento de internet. Os brasileiros ultrapassam a média mundial (22,6) e a média da América Latina (24,3) em número de horas plugados a cada mês.

A utilização da internet fica mais concentrada nas buscas e navegação em geral, e também nas redes sociais. No Brasil, o Orkut é ainda o campeão em número de visitantes únicos (32,41 milhões em fevereiro/2011) mas cresceu apenas 2,85% em seis meses, enquanto o Facebook experimentou por aqui estrondosos 65,7% de crescimento — 45,5% apenas nos dois primeiros meses de janeiro deste ano.

Empresas brasileiras devem aproveitar esse apetite nacional pela internet, prestando atenção em algumas tendências ligadas ao consumo.


1. Mobile + social + local

O celular será nossa porta de entrada para o mundo. Cada vez mais, aplicativos facilitarão a comunicação, as transações comerciais, a integração com as redes sociais, a busca por informações locais e o georreferenciamento.

Quase 45% dos usuários brasileiros usam o celular para acesso à web, segundo estudo da e.Life. Um ano atrás, eram somente 34%. O índice tende a aumentar com base em dois fatos:

Fato número 1: as vendas de smartphones e tablets serão maiores, este ano, do que a de latptops e PCs.

Fato número 2: já começaram a surgir redes sociais baseadas unicamente no celular, como a Path e a Color, cujo intento é estimular as pessoas a compartilhar momentos em tempo real colocando fotos online.

As empresas que não desenvolverem plataformas mobile para seus produtos e serviços podem ficar para trás.

2. As pessoas escolherão o conteúdo que querem consumir

Crescerá o valor da curadoria, ou seja a capacidade para selecionar o que interessa dentro de um mar de conteúdos gerados por qualquer pessoa. A quantidade de informações hoje na web torna essa tarefa indispensável, apesar de ser complexa e exigir competências como foco e discernimento.

3. Tecnologia = pessoas + conectividade

Somos o “homo conectus”. Não existe mais separação entre online e offline. As pessoas querem estar conectadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, e usarão todos os recursos para isso – de lan houses a iPhones (o que significa que mesmo as classes sociais menos abonadas dão um jeito).

Isso também leva a um compartilhamento cada vez mais intenso, às vezes sem que as pessoas pensem em privacidade e sem lembrar que a memória do Google e de outras ferramentas de busca é indelével.

4. As empresas se preocuparão mais com o feedback social e o consumo de nicho

O que as pessoas buscam online? Comunicação, conexão, entretenimento e educação/cooperação. Redes sociais de nicho, sobre temas específicos, tendem a prosperar porque reúnem todos esses elementos.

Empresas tendem a reforçar sua presença em canais como YouTube e Flickr, a fim de compartilhar conteúdo que tenha viés de entretenimento também, com isso chamando mais a atenção dos consumidores.

Compartilhar conhecimento e oferecer conteúdo e aconselhamento de graça é outro forte fator de sucesso para as empresas em sua presença nas mídias sociais.

Para terminar, um último ponto: se a internet é natural para as pessoas, também deve ser para as empresas. 

Fonte: Revista Exame

Interatividade, inovação, tecnologias, comunicação, tendências, democracia, educação e, liberdade, serão as marcas do XXIV Fórum da Liberdade, que neste ano acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre/RS. Já consagrado internacionalmente como um dos maiores eventos de debate e discussão de ideias da América Latina, o Fórum de 2011 terá como tema Liberdade na Era Digital e permitirá ao público a interação com o evento, através das redes sociais, Facebook, Twitter e também pelo site, onde podem ser feitas as inscrições. 

Na ocasião, serão entregues os prêmios Libertas e Liberdade de Imprensa. O diretor executivo do Instituto Millenium, Paulo Uebel, será agraciado com o Prêmio Libertas, concedido aos empreendedores que se destacam no trabalho pela valorização dos princípios de economia de mercado e de respeito ao Estado de Direito democrático. Já a jornalista cubana e autora do Blog Generacion Y, Yoani Sanchez, será homenageada com o Prêmio Liberdade de Imprensa, conferido aos profissionais que preconizam a liberdade de imprensa e que se dedicam ao desenvolvimento do pensamento crítico.

Apresentação do Fórum 2011

A liberdade é perseguida como um ideal pela humanidade desde tempos imemoriais. É o fim político supremo e a condição necessária para o sucesso das interações sociais. No entanto, na medida em que o mundo muda, a percepção e a vivência da liberdade também mudam. A chamada era digital começa a derrubar os limites conhecidos para a liberdade – é quase uma quinta dimensão, na qual as barreiras conhecidas e todos os freios para a ação humana são derrubados, um a um.
A internet é, como diria Hayek, uma ordem espontânea, um espaço no qual a interação humana gerou um ambiente que não foi resultado do projeto de ninguém. Ninguém planejou que a internet chegasse a ter tantos usos, e não podemos traçar com precisão como será o amanhã. Simplesmente agimos na rede, e percebemos que o resultado de nossas ações terminou por causar uma revolução no acesso à informação. Para aqueles que pensavam que uma ordem derivada de múltiplas e indeterminadas interações e comportamentos humanos era impossível de ser concretizada de forma organizada e sem intervenção, a era digital se apresenta como uma quebra de paradigmas.
Mas os novos meios de comunicação digitais não são apenas formas mais rápidas de acessar informação. Há uma novidade que é maior, e que influirá na cultura da liberdade de modo muito mais decisivo: o processo de educação é agora autodirigido. Cada indivíduo, com seu celular, seu computador, é o gestor do seu aprendizado. À frente, estão infinitas portas, todas as oportunidades e informações do mundo – e o caminho de descobertas traçado na nuvem de informação é único para cada um.
O indivíduo é agora o agente máximo de seu aprendizado. Mas não é só isso. O comércio, que já era global e atravessava fronteiras, agora as ignora – e todos comerciam diretamente, sem aduanas e atravessadores. A democracia também muda, e mais opiniões se espalham. Cada pessoa pode gerar conteúdo para todo o mundo. Mas há uma contrapartida: até onde vai o poder do Estado em um mundo em que toda a informação está disponível? O Big Brother, de George Orwell, está mais próximo do que nunca. Todas essas questões nos trazem a um novo mundo, em que o velho ideal de liberdade mantém sua natureza, mas se apresenta de formas inovadoras, em espaços antes fechados e para pessoas antes apartadas.
Fruto da capacidade individual de cada um e de todos ao mesmo tempo, a internet apresenta-se como uma revolução no conhecimento, e nos leva a questionar as consequências que afetarão as liberdades econômicas, políticas e civis. A nova geração traz em si a cultura da liberdade? Quais os limites e os desafios da liberdade nesse novo mundo?
 
Fonte: Mídia8
 
O Clube do Desconto lançou o primeiro F-Commerce do Brasil (Facebook commerce). Com este aplicativo, os usuários do Facebook que acompanham o Clube do Desconto pela rede social podem fazer suas compras sem sair dela.

O aplicativo funciona da seguinte forma: quando o usuário acessar a página do Clube do Desconto pelo Facebook, todas as ofertas válidas para aquele momento podem ser adquiridas através do próprio portal, sem que o usuário precise alternar a página para finalizar sua compra.

Atualmente, o grupo conta com mais de 110 mil fãs no Facebook e a expectativa com este novo aplicativo é dobrar o número de usuários em 30 dias. “Esta ação demonstra a tendência de pioneirismo da empresa. As redes sociais já são o principal canal de comunicação mundial e um dos principais meios de divulgação de ofertas. Desta forma, nada mais válido do que ter uma loja para os nossos consumidores 100% no Facebook, facilitando a compra para nossos usuários e ampliando nossa comunicação com eles”, comenta Sérgio Blacheriene, diretor de marketing do Clube do Desconto.

“A nossa interface também está bem clean e foi tailor-made para o Facebook. O pagamento, por uma questão de segurança, é feito no ambiente 100% seguro do carrinho de compras do Clube do Desconto, adaptado para o Facebook, porque, na hora de escolher a oferta, não é outra página que foi adaptada para aparecer lá dentro. Nosso aplicativo possui uma interface programada para dentro do Facebook, mais intuitivo e simples para usuário, além de ficar mais rápido”, complementa Blacheriene.

A aposta do Clube do Desconto no aplicativo é alta, tanto que os diretores acreditam que, em três meses, as vendas realizadas pelo Facebook representem um crescimento de 10% no total do faturamento da empresa. “Esperamos vender 10.000 cupons já no primeiro mês”, adianta o diretor.

Fonte: AdNews
O PortoAlegre.cc é a concretização do conceito de Wikicidade. Criado dentro da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos – este conceito se refere a uma plataforma digital que permite a discussão da história, a realidade e o futuro de territórios específicos, e nasce após a experiência liderada pela própria Unisinos no Parque da Redenção, o Redenção.cc – projeto pioneiro no Brasil.

Em outras palavras, PortoAlegre.cc é um espaço de radicalização da democracia, onde você tem voz e vez para discutir a cidade, mostrando o que ela tem de bom e o que precisa ser melhorado. Melhor ainda, você pode dar sua opinião de como a cidade pode melhorar, e chamar as pessoas para ajudarem a transformar essa ideia em realidade.

Um certo lugar perto da sua casa tem interesse histórico? Você pode criar um wikispot para ele. Ou quem sabe criar um para seu próprio bairro, estimulando a discussão entre o pessoal da sua comunidade sobre os problemas que estão acontecendo, e debatendo como resolvê-los? É assim que dá pra começar a fazer a diferença.

Cada um dos 82 dos bairros estarão representados dentro de PortoAlegre.cc. Ele é uma cópia fiel e digital de como a cidade funciona. Você poderá navegar pelo mapa e publicar conteúdos diretamente em sites de redes sociais como Twitter, Facebook, YouTube e Vimeo, falando de situações que te tocam na cidade – sempre lembrando que ela pode melhorar com a ajuda de todos.

O “.cc” do nome vem do termo Creative Commons, um tipo de licença de propriedade intelectual criado para compartilhar conteúdos culturais com todos. Assim, todo este projeto, bem como as ferramentas criadas para implantá-lo, podem ser utilizados por qualquer um para também fazer um wikispot de um lugar na sua cidade.
Os últimos 12 meses representaram um crescimento espantoso para algumas das principais redes sociais. O Facebook é o maior exemplo disso. Com um novo aporte a vista,  o valor estimado da rede social subirá para US$ 65 bilhões. Representando uma alta de 30% desde a última captação de recursos feita pela empresa em janeiro desse ano. Se não me engano, o valor de mercado do Facebook era de 2 bilhões de dólares no início de 2010.

Últimos 12 meses: 

Ano passado: O Twitter tinha 75 milhões de usuários, mas apenas cerca de 15 milhões eram ativos em uma base regular.

Agora: O Twitter agora oficialmente afirma ter 175 milhões de usuários registrados, embora não esteja claro qual é a percentagem de usuários que usam regularmente o serviço.

Ano passado: O LinkedIn possuía  50 milhões membros no mundo inteiro.

Agora: Oficialmente, o Linkedin cresceu 100%, tendo mais de 100 milhões de profissionais que usam a plataforma em todo o mundo.

Ano passado: Facebook tinha 350 milhões de usuários ativos em sua base global.

Agora: O Facebook  oficialmente  atingiu a marca de meio bilhão de membros no fim do ano passado. Segundo dados da Socialbakers, existem agora 640 milhões de usuários no Facebook em todo o mundo.

Ano passado: a Wikipedia possuía 14 milhões de artigos e 85.000 colaboradores.

Agora: A Wikipedia já tem mais de 17 milhões de artigos. O site agora tem um exército de 91 mil contribuintes ativos.

Ano passado: 65 milhões de usuários acessavam o Facebook através de dispositivos móveis.
Agora: Os usuários que acessam o site através de dispositivos móveis são mais de 200 milhões.

Ano passado: O número médio de tweets por dia era de mais de 27 milhões.

Agora: O Twitter agora resgistra 95 milhões de tweets a cada dia.

Os efeitos desse crescimento já podem ser sentidos. O número de empresas que estão adotando as mídias sociais como parte de sua estratégia é cada vez maior e a geração de postos de trabalho nessa área deve crescer à media que mais pessoas usem essas ferramentas.

A identidade e o posicionamento da marca são características fundamentais no mercado digital. Grandes empresas de renome e qualidade conseguem rapidamente atingir um degrau nas plataformas digitais. Ao contrário de novas empresas que precisam se empenhar para mostrar o seu trabalho.

Porém, há algo muito perigoso quando essas grandes empresas decidem investir em campanhas de Marketing Digital voltadas para o Branding: acharem que as suas marcas são boas o suficiente para se posicionarem no meio digital, acabam cometendo erros.

Tomar uma postura vaidosa na web pode acarretar uma série de erros primários que prejudicam a marca, seja eles por mau posicionamento estratégico ou mau atendimento ao cliente.

Um caso que podemos citar é o da Renault que achou que não ia repercutir, e quando agiu já era tarde demais. Fez pouco caso da necessidade da cliente e da opinião do público. Ela achou que era grande o suficiente para passar por essa crise de marca simplesmente solicitando judicialmente a retirada das críticas no site.

Será que a sua marca estava realmente acima de tudo quanto achava? A Renault recebeu uma série de críticas e o pensamento do problema que se pode ter ao comprar um Renault ficará na mente de vários internautas por um bom tempo.

Outro exemplo, é a Nokia com o seu Sociometro. A Nokia criou uma campanha à primeira vista interessante, o internauta concorria a um Nokia C3, para tanto, precisava aderir à promoção através do site e sair divulgando a Nokia em uma série de Redes Sociais, como se fosse interesse do consumidor ficar fazendo publicidade para a Nokia esperando ganhar um smartphone.

Mas a situação começou a complicar quando alguns usuários usando scripts no Twitter acabaram com o conceito da campanha, de quem era mais popular, pois o sujeito usava script o dia todo e ganhava mais pontos, já que o sistema contabilizava por número de seguidores. Os participantes reclamaram e a Nokia não tomou ação alguma, os spammers e usuários de script ganharam os seu aparelhos e muitos fãs da Nokia ficaram decepcionados.
Estes dois casos mostram que, mesmo empresas grandes estão despreparadas para campanhas de Marketing Digital, muitas vezes se consideram grandes fazendo pouco caso dos consumidores. É importante a necessidade de estar na internet, pois é uma mídia importante hoje em dia, mas é necessário ter humildade em um ambiente tão democrático.

Fonte: MídiaBoom

Especialistas derrubam teorias que põem em dúvida a efetividade da ferramenta

Rio de Janeiro - Algumas teorias põem em dúvida o prazo de vida do e-mail marketing. Será que ele vai acabar? Os dados de empresas especializadas no assunto como Virid e Dinamize desmentem as previsões e mostram um crescimento exponencial da ferramenta. Por ano, este tipo de ação de marketing cresce cerca de 150% e atinge os consumidores em estratégias de relacionamento e promoção. 

As empresas investem cada vez mais em ações com esse formato, como nos casos da Wine e da Lopes, que trabalham desta forma para se aproximar de seus consumidores. As marcas destinam parte do faturamento à utilização da plataforma e não acreditam na sua extinção.

Um dos motivos para o crescimento do e-mail marketing é o fato de que a maior parte da população está conectada por conta do barateamento da banda larga e do aumento do número de smartphones. 

A previsão é que nos próximos três anos esta e outras ferramentas expandam ainda mais a presença na internet “É preciso acabar com a ideia de que para uma mídia existir, outra tem de sumir. O Google, o e-mail marketing, o chat corporativo, tudo isso vai crescer”, diz Jonatas Abbott, diretor executivo da Dinamize.

Informal x Formal

De forma geral, uma empresa brasileira de médio porte que atua neste mercado envia cerca de 200 milhões de e-mails por mês. O número é alto, mas tem pouco destaque quando comparado a empresas norte-americanas que chegam a enviar oito bilhões. A ferramenta é utilizada pelas marcas de maneira pró-ativa, visando ampliar o relacionamento e fazendo promoções.

As teorias que envolvem o fim do e-mail marketing estão diretamente relacionadas às mídias sociais, que são mais informais e disseminam as informações com mais rapidez. Contudo, os especialistas afirmam que o e-mail tem características únicas e funciona com a identidade do consumidor na internet.
O principal uso é para trabalho e até para entrar em uma rede social é preciso dar seu endereço eletrônico para cadastro. “As marcas já descobriram que as pessoas não ficam no Facebook o tempo todo, mas a caixa postal está sempre aberta”, afirma Jonatas.

O e-mail agrega valor às redes sociais que, por sua vez, aumentam o consumo de e-mail marketing. As ferramentas se somam e ampliam o número de contatos. “Tudo o que dizem está relacionado à conversa informal de e-mail. Estas sim perderão espaço para as redes sociais pela rapidez e informalidade. Na minha visão, é muito difícil o e-mail marketing acabar pelo potencial que representa para as empresas e por não encontrar outra ferramenta que o substitua”, diz Walter Sabini Junior, CEO da Virid.

Outra característica marcante do e-mail marketing é o fato de ser uma forma de comunicação barata. O custo para enviar um milhão de e-mails é baixo e a eficiência grande. Esse também é um dos motivos para o crescimento. Já a má fama do e-mail marketing está atribuída ao mau uso feito por algumas empresas e aos spans. Quando bem trabalhado, o canal é relevante. 

Porta a porta online

Um exemplo de marca que investe no setor é a Wine, que vende seus produtos exclusivamente pela internet e utiliza o e-mail marketing como ferramenta principal de relacionamento com o consumidor. A marca classifica a iniciativa como um "porta a porta online" que já conta com 35 mil endereços eletrônicos cadastrados. "Das pessoas que recebem o e-mail, 70% compram no site. A taxa de conversão media é de 6% e em dezembro chegou a 20%”, diz Aloisio Sotero, diretor de marketing da Wine.

utro exemplo são os sites de compras coletivas que investem fortemente nesta ferramenta. Os consumidores se interessam em receber as promoções, mesmo que não comprem. A classe C, por exemplo, vê no e-mail marketing uma forma de acompanhar as novidades de maneira cômoda. Este segmento pode ficar seis meses sem comprar, mas se mantém informado sobre preço e produto. 
"Nem todos os sites de compras coletivas é que não vão durar muito. Há 10 anos, os sites de leilão eram febres e hoje não temos nenhum. Nem o Mercado Livre pode ser considerado um deles, é de compras”, afirma Marcelo Sant'Iago, consultor da VIRID Interatividade Digital.

Cuidados para não errar

A Lopes também investe na ferramenta e não acredita na extinção do e-mail marketing. A decisão de utilizar o e-mail marketing ocorreu por ser um canal rápido de comunicação com os clientes para garantir que ficassem sabendo sobre o início da venda de um produto. “Também queríamos enriquecer o relacionamento e esta ferramenta cobre a deficiência de comunicação, já que o consumidor pode retornar o e-mail com alguma dúvida”, diz Arthur Sindoni, gerente executivo de gestão de clientes e gestão de processos de negócios da Lopes. 

O retorno em vendas é positivo. Cerca de 6% do faturamento é gerado a partir do e-mail marketing. Mas é preciso certas precauções para não prestar um desserviço. A empresa toma o cuidado em não mandar mais do que um e-mail por semana para os clientes. “São cerca de três milhões por mês, sendo que cada endereço recebe apenas dois durante o período”, diz Sindoni.

Estou cansada de ouvir por aí frases como “essa geração lê cada vez menos”, “o Google está nos tornando burros” ou “pensamos cada vez menos porque a tecnologia tornou tudo mais fácil”. Ok, grande parte desta discussão orbita em torno de uma incontestável verdade: a internet revolucionou a forma como produzimos e temos acesso ao conhecimento. Isso é fato.
Porém, seria isso uma coisa tão negativa assim? Estaríamos condenados a ser uma geração marcada pela “preguiça intelectual”, que com um simples clique resolve todos os problemas? Eu sinceramente não acredito nisso. Certamente, nossa geração está vivendo um momento único na história. Nós somos os agentes dessa transformação, estamos presenciando e fazendo parte de uma revolução em todos os níveis do que conhecemos como sociedade. E, obviamente, não podemos permanecer ilesos a isso tudo.
Nossa geração presenciou a internet adentrando os mais diversos setores da sociedade e mudando muito rapidamente a forma como nos relacionamos com os demais. Nós tivemos de nos atualizar. Nós tivemos que “correr” para acompanhar as transformações tecnológicas para não sermos esmagados por elas. Nós tivemos que aprender fazendo, em meio a um mar de possibilidades, pinçando o que de fato era importante para nós. E ainda estamos aprendendo.
E quanto ao “mito” de que, após o advento da internet, temos lido cada vez menos, na realidade acontece justamente o contrário. Hoje nós lemos muito mais do que antigamente, até mesmo porque temos acesso a muito mais conteúdo em um menor espaço de tempo. A diferença é que temos uma menor profundidade na leitura, ou seja, acessamos muitos conteúdos e nos aprofundamos menos em cada um deles.
Atualmente, tendemos a ser cada vez mais “multitarefa”, realizando diversas atividades ao mesmo tempo. Especialmente os jovens, a chamada geração Y, se encaixam nessa forma de funcionamento e sofrem com o estigma da “preguiça intelectual”. Não se trata de dizer que toda essa revolução só tem pontos positivos. Certamente o nosso cérebro ainda não tem condições de absorver a totalidade de mudanças que temos enfrentado, bem como lidar de forma adequada com a imensa quantidade de estímulos e a velocidade frenética das transformações, especialmente desencadeadas pela tecnologia.  
Recentemente foi publicado um estudo feito com jovens alunos da Universidade de Stanford (EUA) que indicou que os mais “multitarefas” tinham mais dificuldade em realizar atividades que exigiam dos participantes capacidade de ignorar estímulos irrelevantes, armazenar e organizar informações e - pasmem! - mudar rapidamente o foco de atenção em comparação com aqueles que não costumavam ser “multitarefas”.
Em outra pesquisa, cientistas chegaram à conclusão de que o nosso cérebro “se divide” para executar várias tarefas ao mesmo tempo e que, ao realizar mais de três tarefas simultaneamente, a pessoa acaba por perder o controle sobre uma delas. Isso explica porque é tão difícil ser multitarefa.
Como estes, diversos outros estudos ainda irão surgir demonstrando prós e contras dos efeitos das atividades modernas em nosso cérebro. Entretanto, sendo o cérebro humano tão incrível e dotado de tão fantástica capacidade de adaptação, não estaria ele se adaptando a esta nova forma de funcionamento? 
A mudança de paradigma trazida pela internet está aí e não se pode voltar atrás. Ela já mudou nossa forma de acessar o conhecimento. Resta-nos, agora, deixar de lado o preconceito de quem teme o novo e abrir os braços - e a mente! - para as fantásticas oportunidades que se abrem todos os dias nesse mar de informação e relacionamentos que é a internet e confiar que nosso cérebro irá acompanhar estes avanços. Eu acredito nisso, e você?
 
 
 
O Google lançou um serviço de perguntas e respostas que funciona por meio da ferramenta de mensagens instantâneas da companhia. Chamada de Google Talk Guru, a novidade concede respostas automáticas a partir de perguntas predeterminadas.

Se o usuário quiser saber como anda o clima de sua cidade, por exemplo, basta digitar o comando "weather" e o nome do local. O Guru, então responde com a temperatura, a velocidade do vento, a porcentagem de umidade e a previsão para os próximos dias.

Tudo isso é feito de forma automatizada, é um robô que responde às questões. E são oito opções de pergunta: Sport scores, Weather, Calculate, Currency, Definition, Translation, Web result e Help.

Para usar o serviço, o usuário precisa ser cliente do Gtalk e adicionar o endereço guru@googlelabs.com aos contatos. A partir daí, basta fazer uma das perguntas.
 
Fonte: AdNews
 
 
O Skype lançou esta manhã uma comunidade voltada ao ensino, que deve ajudar professores do mundo todo a compartilhar informações. Por meio do "Skype in the classroom", os educadores podem divulgar projetos e pesquisas, além de trocar conhecimento com outros colegas.

"Skype in the classroom reúne uma comunidade de pessoas e informações para economizar tempo dos professores e ajudá-los a tirar o máximo do Skype e da comunidade internacional de ensino", diz o site do produto.

A ferramenta propõe que os usuários se comuniquem a fim de encontrar respostas em tempo real para qualquer tipo de questão que tiver em sala de aula. Se um professor brasileiro tiver alguma dúvida sobre o Canadá, por exemplo, pode procurar um colega daquele país e iniciar um contato por meio do próprio Skype.

O serviço "foi criado em resposta a o crescente número de professores que usam o Skype para ajudar seus alunos a aprender", diz a empresa.

Ainda em fase beta, a comunidade foi desenvolvida colaborativamente, com a ajuda de professores, e foi concebida graças ao apoio de duas companhias, a Peace One Day e a The Global Learning Exchange.
 
FOnte: AdNews

 
Presença digital ou presença online são termos atualmente muito usados nas conversas sobre marketing digital. Se antes bastava colocar um site frufru cheio de efeitos em flash, que era atualizado uma vez no ano (e olhe lá), hoje sabe-se que para fazer bonito frente ao internauta contemporâneo deve-se criar e manter uma real presença digital.

Acontece que isso não bem entendido por muitas empresas (muitas mesmo), inclusive as maiores, que imagina-se terem mais consciência do quão é importante estar presente na Internet. Como saber qual empresa tem presença digital de verdade? Veja minhas dicas:

1 – Frequência de atualizações

Seja usando o Twitter, Facebook, site, blog, Youtube ou qualquer outra arma do arsenal de mídias sociais, quem quer ter presença digital notável deve atualizar essas mídias com frequência e regularidade compatíveis com a natureza de cada uma. No Twitter, por exemplo, 5 postagens por dia é o mínimo do mínimo; no Youtube, subir um vídeo diferente duas vezes por semana é uma frequência aceitável ao meu ver.

2 – Velocidade nas respostas

Quem quer iniciar conversas na Internet com seus clientes deve ser rápido e saber aproveitar o momento certo para começá-las. Respostas que demoram muito tempo para serem dadas fazem com que o cliente tenha a impressão de que a empresa não se importa com ele. Novamente, o dinamismo da mídia social em questão vai dizer o timing: No Twitter, uma hora para responder é muito tempo; por e-mail, até 24 horas é um prazo razoável para muita gente.

3 – Qualidade nas conversas

Iniciar as conversas é uma coisa, mantê-las é outra. Se uma pessoa manda um recado para uma empresa no Facebook, a empresa responde, a pessoa manda nova pergunta e a empresa não continua a conversa, por mais rápida que tenha sido a primeira resposta, todo encantamento é perdido.

4 – Emoção das respostas

É chato demais conversar com um robô, mesmo se ele atualizar as mídias sociais com frequência, for rápido nas respostas e sustentar as conversas. Não é só responder; para realmente ter presença é necessário mostrar que está vivo e respirando. Vibrar junto com o cliente quando este ganha uma promoção da empresa, lamentar junto com ele se houver algum desapontamento e falar sério com ele quando o assunto exigir são formas de demonstrar emoção na atuação digital.

Sua empresa preferida atende a todos esses requisitos? Ponto pra ela! Isso atesta sua presença digital. Se alguma característica não se encaixa com ela, ainda dá tempo de se recuperar. Mas se a empresa não possui nenhuma dessas qualidades, chame um arqueólogo e peça para tirá-la no sarcófago, pois ela é uma verdadeira múmia digital!

 
Sabemos da importância ímpar que é uma empresa manter sua presença de forma concisa e eficiente no universo digital. Há inúmeros artigos na internet que mencionaram diversas maneiras de se realizar, por exemplo, o monitoramento de uma empresa nas redes sociais. Mas, de fato, quais são os reais benefícios em sem realizar esse monitoramento nessas mídias? O que isso pode trazer de concreto para o planejamento comunicacional da empresa? Abaixo listo 4 pontos que creio serem os mais positivos ao realizar tal ação:

1. Você sabe onde está pisando

Monitorar sua marca, empresa ou serviço nas redes e mídias sociais possibilita analisar o cenário em que você irá se inserir. Saber o que falam de você nessas mídias é essencial para dar passos mais concretos e certeiros. Será que o buzz é negativo ou positivo? É fundamental ter ciência da plateia que irá assistir a seu espetáculo para, dessa forma, criar um bom espetáculo e, com isso, conseguir ampliar com qualidade seu mercado.

2. Você sabe o que planejar

Ao realizar um monitoramento prévio nas redes sociais, sua empresa consegue que seu planejamento comunicacional digital seja mais preciso, pois já possui um conhecimento do cenário em que suas ações serão aplicadas. Ao conhecer o terreno, mais facilmente ações pontuais podem ser aplicadas de forma positiva e, caso algo não saia como o planejado, você já terá um plano B, pois como já conhece o mercado, ter uma válvula de escape é o mínimo necessário.

3. Você pode tentar abafar ou maximizar um buzz

Se há um buzz negativo sobre sua empresa nas redes sociais, o monitoramento é capaz de detectar tais movimentações e oferecer à sua empresa a chance de poder criar saídas e contornos para que a insatisfação desses clientes seja canalizada. Caso o buzz seja positivo – o que acontece muito – sua marca, empresa ou serviço pode utilizar esse solo fértil para continuar aplicando ações digitais com o intuito de maximizar e ampliar o alcance desses comentários favoráveis a você.

4. Você pode espiar o vizinho

É claro que um dos maiores benefícios em se monitorar uma marca nas redes sociais é a chance ímpar de poder espiar a grama do vizinho e aprender com os erros que o mesmo comete, assim como é possível seguir os passos positivos e produtivos que sua concorrência está dando e aplicá-los na sua própria empresa.

Esses benefícios, é claro, variam conforme a qualidade das ações de monitoramento e o ramo de atividade que sua empresa atua. Esses 4 itens listam benefícios que tal análise traz, e não necessariamente dão dicas de como você deve atuar. Tão importante quanto monitorar é ter o que monitorar. E para ter o que monitorar, sua empresa deve produzir e produzir sem parar, de forma frenética e com qualidade destacável. Um não existe sem o outro, pois sem produção, ainda não descobriram os benefícios em se monitorar uma empresa inexistente no universo digital.