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Talvez um dia o currículo tradicional como nós conhecemos hoje será substituído pelo linkedin ou google. Sua presença online pode aumentar ou diminuir suas chances de conseguir um bom emprego. Não importa se você goste ou não – é o mundo em que vivemos hoje. Por isso, você deve esculpir sua marca pessoal para conseguir melhores chances de sucesso profissional. Para ajudá-lo(a) nessa missão, separei algumas boas práticas.

1. Engajar

Engajamento é uma via de mão dupla. Quando você se envolve com as pessoas em algum ambiente online, elas vão se envolver com você, também. Um bom envolvimento te deixa atraente e garante relacionamentos reais com as pessoas.

2. Ouvir

Ouça com atenção o que estão falando sobre o seu trabalho ou conteúdo que você produz e participe de forma inteligente.

3. Educar

As pessoas só vão para a web por duas razões: se divertir e/ou resolver problemas. Ao apresentar-se como um perito no seu segmento, alguém vai encontrar o seu conteúdo e achar atraente o suficiente para te ouvir mais vezes. Pois você pode ajudar as pessoas a resolver os seus problemas.

4. Divertir

Como disse acima, entretenimento é uma das 2 razões que justificam a presença online. Você não precisa ser sempre engraçado, mas nada como adicionar uma dose caprichada de bom humor ao seu conteúdo. O programa CQC faz isso com maestria. Aborda temas relevantes de forma atraente para o grande público, através do humor. Em outras palavras, torne a educação mais divertida.

5. Criar conteúdo

Crie um espaço onde você pode postar suas apresentações, seu ponto de vista, vídeos, podcasts, enfim. Compartilhe suas ideias nas mídias sociais. Seu marketing pessoal se tornará muito mais eficaz.

6. Ter personalidade

Ninguém quer lidar ou ouvir pessoas chatas. Não tenha medo de errar e ser humano. Só porque você não está conversando pessoalmente com a pessoa que você precisa agir como um robô.

7. Ser ativo

Já ouviu aquela frase: Quem não é visto, não é lembrado? Pois é…

DIVIRTA-SE!

Acho que os temas que abordei são bem conhecidos no mundo digital. Qual técnica você usa?

Estabelecer uma presença online é hoje uma condição importante para que os varejistas ganhem em exposição, já que os consumidores fazem primeiro pesquisa de preços e produtos na internet antes de partir às compras. Sim, 81% dos consumidores brasileiros utilizam a internet para pesquisar preços, segundo a eCMetrics, agência global de mídia social especializada no uso estratégico, execução e monitoramento de mídia gerada pelo consumidor.
Como o varejo pode usar as mídias sociais em seu favor
Segundo levantamento divulgado em fevereiro deste ano, 74% dos consumidores também usam a web para pesquisa modelos e imagens de produtos, enquanto 68% usam a ferramenta para pesquisar detalhes como desempenho e dimensões de produtos, locais de compra (67%) e lançamentos (64%).

Mais do que entrar nos sites corporativos ou de e-commerce para as informações “oficiais”, o consumidor também busca informações genéricas, opiniões de outras pessoas, resenhas, matérias jornalísticas ou blogs falando da empresa e/ou do produto. Tudo para formar uma opinião e só então decidir-se pela compra.

Há três pontos cruciais que uma empresa de varejo deve ter em mente ao construir sua marca online.

1. AUTENTICIDADE
O que você diz deve fazer sentido para a sua marca em termos de mensagem e relevância. Deve ser coerente com a imagem que você construiu ou deseja construir. Autenticidade tem a ver com o caminho que você escolhe, com o seu core business. Online e offline.

2. CONECTIVIDADE
- Encontre sua audiência no lugar certo, no momento certo, quando as pessoas estão receptivas à sua mensagem.

- Localize os formadores de opinião/influenciadores. Podem ser blogueiros, jornalistas, consumidores com muitos seguidores.

- Pense em como colocar o seu produto nas mãos dos consumidores, para que eles possam experimentá-lo de alguma maneira.

- Identifique pontos de interseção ao longo do dia, quando, na rotina diária, os consumidores estão mais disponíveis para interagir nas mídias sociais e, especificamente, interagir com ações relacionadas ao seu produto?

3. UTILIDADE
Ofereça seu conhecimento. Não fale necessariamente sobre a sua marca. Conselhos grátis são sempre apreciados. Se você ou a sua empresa forem vistos como alguém que contribui com os outros, há mais chance de ser bem visto e de que falem de você. E, principalmente, há mais chance de que a sua marca seja a primeira a ser lembrada no momento da compra.

Com as mídias sociais, ficou mais fácil interagir, compartilhar opiniões, fornecer informações úteis, ouvir necessidades. Por exemplo: um corretor de seguros pode oferecer dicas sobre como baratear o seguro do carro. Um fabricante de remédios para dor de cabeça pode participar de fóruns que discutem soluções para dores crônicas e compartilhar pesquisas.

E uma rede de varejo pode orientar os consumidores a fazer boas compras e com isso não estourar o orçamento doméstico.

Blog do ebook homônimo, produzido colaborativa e voluntariamente por pesquisadores e profissionais da área. O ebook é gratuito e traz textos curtos que abordam temas transversais ao universo das redes de relacionamento, com o objetivo de estimular o debate e o compartilhamento de boas práticas.

Maiores informações aqui: http://paraentenderasmidiassociais.blogspot.com/ 

Tô louca pra baixar o meu...
Olá pessoal,

Desculpem a demora em escrever, estive muito envolvido com uma campanha a qual quero compartilhar com todos nesse estudo.

Quero falar aqui da campanha que realizamos para a Cia de teatro Expressão de Amor aqui de Maringá/PR, creio que muitos talvez não conheçam essa equipe de teatro, por esse motivo vou contar um breve histórico dela: A Cia de teatro Expressão de Amor nasceu em 1995 através de um grupo de adolescentes que tinham um sonho, Expressar o amor de Cristo por meio da arte (em específico, o teatro), muitos podem pensar – “ixi teatro de igreja”, mas essa equipe tem um ponto especial, todos os membros apesar de serem da igreja não são da mesma, o que faz da equipe um grupo de teatro ímpar, inclusive com suas peças recheadas que muitas vezes não falam de Deus e sim tocam em um ponto moral. Mas a particularidade dessa equipe em ter seus membros todos cristãos fez com que ela fosse convidada para participar do Festival de Curitiba 2011, um dos maiores festivais de teatro do Brasil, esse convite foi muito especial visto que foi a primeira equipe de teatro Cristã a participar do festival.

PLANEJAMENTO

Então nesse ponto começou nosso trabalho, como planejar uma comunicação digital que atrairia o publico curitibano ao teatro para ver uma peça de um grupo Cristão? Felizmente, a equipe possui contatos importantes na cidade, o que já garantia um público razoável ao teatro, porém, a cultura “Cristã” não se sente a vontade “pagando” para ver teatro, então nosso alvo estava fora das igrejas curitibanas. Bom, vamos a nossa comunicação:

A equipe possui: perfil no Twitter, perfil no Facebook, 2 perfis no Orkut e canal no Youtube. Além desses perfis decidimos criar também uma conta no Upcoming e buscar contatos com blogueiros, tudo isso para movimentar a apresentação em Curitiba/PR. O primeiro passo foi monitorar na rede aqueles que estavam falando do festival de teatro ou que pelo menos demonstravam certo interesse por teatro na cidade. 

Ao monitorar a rede Twitter, descobrimos o perfil oficial do festival e sua hastag #Fest_curitiba, monitorando essa hastag encontramos pessoas que tinham interesse em assistir uma peça no festival mais estavam em duvida ainda, nesse ponto procurávamos uma abordagem mais direta, ou seja, entravamos para conversar com a pessoa e indicar a peça que a equipe apresentaria no festival, essa abordagem foi simples, porém eficaz, pois em meio a dúvida da pessoa lhe oferecíamos um link (Upcoming) com a sinopse, local de venda, local da peça e fotos da peça, e também oferecíamos outro link (Youtube) com um vídeo dos melhores momentos da peça.

Com essa abordagem via twitter muitas pessoas nos responderam e passaram a indicar também a apresentação, gerando assim um buzz interessante em meio a peça. A utilização do orkut, foi bem mais simples, apenas com mudanças nas frases do perfil e a criação de promoções no aplicativo “promova”. Dentro da rede facebook, planejamos uma ação parecida com o twitter, ou seja, monitoramos a cidade de Curitiba atrás das palavras-chaves envolvendo o festival e teatro, e ainda incentivamos os usuários dessas redes a fazerem uso dos botões “Curtir” e “Compartilhar” para conseguirmos levar ainda mais longe a apresentação.

A cada artigo, matéria ou menção que era feita da equipe no festival utilizávamos o perfil para curtir e compartilhar também, não dependendo apenas de nossos contatos ou da “sorte”. um outro método que utilizamos no facebook foi a criação de um evento informando e convidando para verem a apresentação no festival de Curitiba. Um dado interessante no Evento do Facebook foi que a equipe possuia na época pouco mais de 1000 amigos, e o evento foi compartilhado para mais de 2000 pessoas onde aproximadamente 10% confirmaram presença (sabemos que desses 10% boa parte não iria, mas estavam melhorando nosso buzz).

Em todo momento procuramos linkar todas as redes sociais, fechando assim um circulo onde cada informação poderia ser completada em outra rede, ou ao menos davámos novas oportunidades de contato e relacionamento quanto a duvidas. Porém, a equipe precisava mais do que monitorar as redes sociais e participar das redes sociais, nesse caso partimos para um contato com blogueiros da reigão de Curitiba e também de Maringá, buscando além de mostrar a participação num festival desse porte, atrair um pouco de mídia e dos olhos de um público novo para a equipe.

O resultado desse contato com blogueiros e jornalistas foi que na região de Maringá a equipe esteve presente em praticamente todos os meios de comunicação da cidade, e em Curitiba muitos blogs especializados em teatro estavam falando sobre essa participação, considerada histórica.

COMUNICAÇÃO

Mas um ponto ainda precisava ser revisto, como mencionei acima, a equipe tem contatos na cidade, como iríamos falar com eles? Além dos que nos seguem nas redes sociais e já estavam partilhando das informações fornecidas nelas, utilizamos também o mailling list da equipe que continha no período da campanha 930 contatos cadastrados. Esses cadastros são de pessoas do Brasil todo, o que dispersava nossa comunicação, porém não é feito no cadastro a separação por cidade, então precisávamos arriscar enviar para todos, o que no final das contas foi excelente para a equipe, visto que por ser a primeira equipe cristã a participar do festival tanto o festival quando a equipe ganhou uma nova visibilidade nacional.

Apenas para falar em números, constatamos que o melhor dia de envio para essa campanha era na terça pela tarde ou quarta pela manhã, enviados os 930 e-mails e analisados apenas dois dias após o envio vimos que a taxa de abertura era em média 18% um dado excelente visto que a média de acesso para e-mail marketing é de 10%, 15% considerado muito bom.

RESULTADOS
O resultado final dessa campanha foi que 80% dos lugares do local da apresentação estavam ocupados, informação essa comemorada pela equipe, principalmente quando o produtor que fez o convite disse que esse era um número excelente, visto o tamanho do festival e o fato da equipe ser cristã.

Pessoal, esse artigo foi apenas para mostrar um pouco do trabalho, sem ficar naquela de só falarmos e não mostrarmos como funciona, esse caso em especial foi necessário utilizar o que a equipe já possuía sem criar nada (ou quase nada) de novo, principalmente pelo espaço de tempo que existia (o processo todo, desde planejamento durou aproximadamente 1 mês e meio), porém, o bom é o velho feijão com arroz, se utilizado e feito com compromisso tem um gosto muito bom.

Espero ter acrescentado um pouco mais em sua leitura e estudo.

Obrigado mais uma vez pela companhia. Que a força esteja com vocês.

Por:
Willian Vieira – Consultor em Mídias Digitais

É muito comum vermos empresas que têm medo das mídias sociais. São empresas que temem perder o controle da sua comunicação, e não sabem como lidar com tanta gente falando – bem e mal – de seus produtos, serviços e processos.

Já sabemos que as empresas “estão” nas mídias sociais mesmo que não queiram: qualquer pessoa pode dizer o que pensa, independente se tem alguém ouvindo ou não. O que diferencia as empresas de vanguarda é a coragem para ouvir, e a percepção de que os resultados em mídias sociais são diferentes do que normalmente esperam. Obviamente, qualquer empresa visa o lucro. Porém, a informação, o engajamento, a construção de marca são tão importantes quanto, e podem levar, em médio e longo prazo, a resultados reais nas finanças.

Um case que gosto de apresentar é o de uma marca que inicialmente tinha medo da internet, mas hoje utiliza com maestria: a LEGO. A fabricante das queridas pecinhas coloridas odiava os fóruns cheios de adultos (freaks) que tinham paixão pelos seus brinquedos. Oras, “se o meu público-alvo são crianças, quem são esses loucos que dão tanto pitaco no meu negócio”?

Isso foi há mais de 10 anos, e os fóruns da rede pipocavam de gente discutindo sobre os lançamentos e as novas formas de montar os blocos coloridos. Tormod Askildsen, diretor da LEGO Community Development, já disse que não sabia como lidar com isso, que ficava preocupado com a grande variedade de informações que apareciam a todo momento. Era como se um muro invisível existisse: a empresa não aceitava ideias não-solicitadas, e ouvia um “não sei” quando perguntava às crianças sobre o que elas gostariam que a LEGO fizesse.
Então, em algum ponto, a LEGO percebeu que poderia se beneficiar. Criou suas próprias plataformas digitais, a fim não de trazer as discussões não para o seu controle, mas de estabelecer um diálogo franco e contínuo com seus fãs – de todas as idades. De uma cultura centrada na empresa, a LEGO passou a pensar em uma cultura centrada nos consumidores (opa! Vemos uma influência de Theodore Levitt –LINK-  aqui?).

Assim, seu público-alvo já não era formado somente por garotos de 7 a 12 anos. Nem seus produtos eram apenas bloquinhos coloridos. Saindo de uma miopia de marketing – LINK – para uma visão ampla, a LEGO percebeu que seu negócio são meios para desenvolver a criatividade.

Mas como ela passou de uma comunicação um-para-muitos para se tornar um exemplo de empresa que se relaciona com seus consumidores?

A LEGO entendeu que estabelecer relacionamento pessoal com fãs e ouvir pessoas que se importam com seus produtos são complementos importantes para os programas de pesquisa e desenvolvimento.

Por exemplo, o fórum dos “Embaixadores LEGO” possui 40 fãs de 19 a 65 anos, de 22 países. A comunicação com esse grupo é diária, e busca debater ideias e entender a percepção dos embaixadores sobre suas comunidades locais.

Já o grupo de “Profissionais Certificados LEGO” foi criado por entusiastas da marca, que regularmente organizam feiras e eventos. E a “First LEGO League” é um evento anual para inspirar crianças a aprenderem mais sobre ciência e tecnologia, construindo robôs de LEGO.
E finalmente, há o espaço Lego Cl!ck (LINK), “um pequeno lugar na internet dedicado à criatividade, à inovação e ao momento em que as ideias fazem ‘click’”. O site reúne posts, fotos, vídeos e tweets sobre conteúdos ligados à marca.

Ah sim: além dessas plataformas oficiais, a LEGO acompanha fóruns e blogs sobre a marca, estimulando a interação e o diálogo.

Está aí um exemplo de empresa “1.0” que passou a tirar proveito de tudo o que as mídias sociais podem trazer: criatividade, insights, pesquisa e fãs cada vez mais apaixonados, muito dispostos a colaborar. Só é preciso que alguém esteja disposto a ouvir. E isso a LEGO aprendeu a fazer.

Veja como é possível calcular o retorno sobre o investimento do marketing em mídias sociais

Ao calcular o “ROI” das mídias sociais (ROI é a sigla, em inglês, de retorno sobre o investimento), você começa por contabilizar, por exemplo, o custo de lançamento de um blog e, então, busca avaliar o retorno, em vendas, sobre aquele investimento? Provavelmente, sim. A maioria faz isso. Mas alguns começam de modo diferente, analisando a que objetivos de marketing o blog pode atender (por exemplo, envolvimento dos consumidores com a marca) e que comportamentos se esperam dos visitantes (tais como postar um comentário sobre uma experiência recente de consumo).

Pois essas atitudes devem ser consideradas (e mensuradas) como “investimentos” dos clientes na mídia social lançada pela empresa. Em outras palavras, o retorno sobre o investimento em mídias sociais nem sempre será medido na moeda corrente das vendas; as atitudes (ou “investimentos”) dos clientes também pesam muito. Incluem parâmetros óbvios, como o número de visitas e o tempo gasto ali, mas também algo como o grau de atratividade dos comentários deixados no blog e o número de citações à marca no Facebook ou no Twitter.

Em suma, embora os altos executivos certamente precisem de números para saber se seu investimento está se pagando, querer apenas isso tem raízes na mídia tradicional, de massa. Essa visão estreita acarreta dois tipos de problema:

1. É orientada pelo curto prazo. Desenvolver relacionamentos significativos com os clientes leva tempo, porque as relações online envolvem conversas interativas e alguns gestores ainda não gostam da ideia de fazer parte do admirável mundo novo de “relacionamentos” com consumidores. Esse é um mundo em que os clientes controlam suas experiências online e onde suas motivações os levam a se conectar online com outros consumidores enquanto eles criam e consomem conteúdo, a maior parte dele gerada pelos usuários, não pelas empresas.

Quatro motivações-chave direcionam o uso das mídias sociais pelos clientes:
• conexões;
• criação;
• consumo;
• controle.

A perspectiva desses quatro Cs é importante porque leva a uma estrutura orientada pelo cliente na hora de avaliar uma mídia social. A maioria dos executivos ainda enxerga os aplicativos de mídia social como apenas mais um veículo de comunicação. Isso é um erro. O ambiente das mídias sociais é controlado pelos consumidores, não pelas empresas.

2. Ignora a maioria dos aspectos qualitativos. Ela ignora, por exemplo, o valor de tweet sobre uma marca, que surge de características únicas da internet e não possui analogias óbvias com as métricas tradicionais de mídia.

Objetivos melhores
A maioria dos gestores de marketing se sente pressionada a perseguir objetivos tradicionais, como vendas diretas, redução de custos ou aumento na participação no mercado. Eles até são mensuráveis na web 2.0:

• Para saber o efeito imediato sobre as vendas de uma campanha específica em uma mídia social, acompanha-se o faturamento gerado pelo dinheiro gasto, mesmo que vincular ações em mídias sociais diretamente às vendas seja difícil.

• Para mensurar economias de custo, basta medir quanto os consumidores fazem o papel de serviço de atendimento ao cliente, respondendo a perguntas nos fóruns.

• Para calcular aumento na eficiência das pesquisas de mercado, basta medir quanto a empresa usa a internet para buscar novas ideias – em fóruns de discussão em que os consumidores comentam conceitos de produtos e postam sugestões de aperfeiçoamento.

Mas os profissionais de marketing deveriam focar objetivos que demonstrem explicitamente o valor de operar no ambiente das mídias sociais, ou seja, que tirem proveito das características que distinguem as mídias sociais das demais, como estes três a seguir:

Brand awareness
Tradicionalmente, o nível de conhecimento da marca é medido por meio do acompanhamento de estudos e pesquisas de opinião. Online, entretanto, as empresas contam com outras formas de fazê-lo. Nos ambientes das mídias sociais, cada vez que uma pessoa usa um aplicativo desenvolvido pela empresa ou fala dela, a exposição da marca aumenta, muitas vezes em contextos altamente relevantes. Por exemplo: muitos dias antes das eleições nos Estados Unidos em 2008, a Starbucks veiculou uma peça no programa humorístico Saturday Night Live, também mostrado no YouTube, promovendo café grátis.

As menções à Starbucks no Twitter explodiram, com uma menção cada oito segundos em média, o que se traduziu em aumento substancial da exposição da marca. Esse tipo de uso das mídias sociais fortalece as associações com a marca na mente do consumidor. Outro exemplo é o da Naked Pizza, que fica em Nova Orleans, Louisiana, EUA, e é voltada para quem gosta de pizza, mas não abre mão de produtos saudáveis. A empresa passou a tuitar sobre suas pizzas em 2009 e hoje tem mais de 10 mil seguidores. Um cartaz do lado de fora de sua loja convidava os clientes a seguir a empresa no Twitter.

O sucesso da campanha no microblog culminou com um recorde de vendas, com mais de 68% desse movimento sendo originado por clientes que eram seguidores no Twitter. No mesmo dia, 85% dos novos clientes da empresa afirmaram que haviam sido motivados a comprar na Naked Pizza por causa do Twitter.

Envolvimento dos clientes
Essas campanhas com alto poder de envolvimento, a partir de conteúdo gerado pelos próprios usuários, tendem a conseguir comprometimento dos consumidores, reforçando a lealdade à marca e fazendo com que o cliente esteja mais propenso a despender algum esforço para apoiar a marca no futuro. Foi o que houve com a Southwest Airlines, a Starbucks, a Target e o Burger King.

Boca a boca
Uma vez conscientes da existência da marca e envolvidos com ela, os clientes têm condições de transmitir suas opiniões a respeito a outros consumidores, positivas ou não. Em 2005, o jornalista de tecnologia Jeff Jarvis criou um blog chamado “Dell Hell” para falar do péssimo atendimento que recebeu do serviço ao cliente da Dell. O buzz se espalhou rapidamente na internet e chegou à mídia de massa, e a Dell viu seus índices de satisfação de clientes cair cinco pontos percentuais em um ano.

Já a empresa de games Square Enix viu o lado bom disso: iniciou uma comunidade online para alimentar o interesse pelo lançamento de um novo jogo e o site atraiu mais de 14 mil pessoas para seus fóruns, sendo 30% recrutadas pelo boca a boca. Além disso, 40% da comunidade encomendou o produto antes do lançamento. No fim de 2009, o videogame já vendera 510 mil unidades nos Estados Unidos e no Canadá.

Costuma-se estimar o buzz geralmente por meio de pesquisas de opinião que medem a probabilidade de recomendação, ou usam-se a satisfação dos clientes e sua lealdade para afiná-lo, mas, online, medese isso diretamente. Metodologias mais sofisticadas geralmente são necessárias para medir o buzz, porque grande parte dele pode ocorrer, seja online ou não, em comunicação não aberta. Conteúdo gerado por usuários também pode carregar marcas de consumo favoritas (como em um vídeo no YouTube ou em uma foto no Flickr) e, assim, contribuir para o boca a boca.

É vantagem começar pelas motivações dos consumidores em relação à empresa, em vez de tentar descobrir que mídia social usar: isso mostra como aplicativos díspares se assemelham quando as motivações são as mesmas.
Calcule o “ROI” das mídias sociais
Matriz da eficácia
O passo seguinte é analisar as opções estratégicas para avaliar as iniciativas. Propomos uma matriz [veja quadro acima] que resume as opções dos gestores e traça os melhores (e piores) caminhos nesse campo:

• Quadrante “rua sem saída”. Nesse caso, o profissional de marketing tem uma capacidade limitada de medir seus esforços de mídia social e acredita que não estão funcionando. Os gestores se encontram nesse quadrante em consequência de uma estratégia do tipo “jogue tudo na parede para ver o que gruda” e acabam fazendo mudanças o tempo todo, sem ter como medir o impacto de cada uma.

Como a mensuração é confusa e os esforços parecem fracassar, o gestor tem pouca ideia do que fazer. O resultado é bastante previsível: ele desistirá de suas ações em mídias sociais ou continuará com ajustes aleatórios sem base em dados objetivos. Esse quadrante é, como se disse, uma rua sem saída e ninguém quer estar nessa situação.

• Quadrante “medida e ajuste”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade razoável de quantificar seus esforços em mídias sociais, mas, ainda assim, suas mensurações o têm levado a acreditar que eles não estão funcionando. Isso difere de estar numa situação de rua sem saída, pois, mesmo que o gestor não creia que está sendo bem-sucedido, ao menos ele tenta medir a eficácia das ações.

Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, há provavelmente algumas pistas sobre o que está dando errado. Isso significa que o gestor pode avaliar e ajustar a estratégia de mídia social de acordo com suas conclusões. Se conseguir fazer isso bem, ele pode avançar para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

• Quadrante “repetir para ter sucesso”. Aqui o profissional de marketing tanto tem uma capacidade razoável de aferir os resultados de suas ações em mídias sociais como acredita que os esforços estão funcionando. Uma vez que os componentes estão sendo mensurados, ele pode repetir de forma consciente o processo para melhorá-lo ainda mais. Isso é difícil de fazer, mas, obviamente, vale o esforço.

• Quadrante “otimismo ingênuo”. Nesse caso, o profissional de marketing possui uma capacidade limitada de medir suas ações. Mesmo assim, ele acredita que tudo está dando certo. Julgamos que a maior parte dos profissionais de marketing começa nesse quadrante. Eles acham que vale a pena o esforço de investir nas mídias sociais, mas não têm certeza de qual a melhor forma de medir esses esforços.

Esse quadrante pode ser uma armadilha, porque, embora seja uma posição razoável da qual partir, todo mundo quer avançar o mais rápido possível para não ficar preso aqui. São três as opções a seguir:

1. O gestor não muda nada e, assim, ele provavelmente cairá na rua sem saída. Isso porque a falta de aferição levará, no final das contas, à deterioração da eficácia dos esforços ao longo do tempo, principalmente se os concorrentes puderem se sair melhor.

2. O gestor simplesmente começa a medir as ações de mídia social, descobre que as coisas não estão funcionando tão bem quanto poderiam (passando para o quadrante “medida e ajuste”) e, então, direciona seus esforços para o quadrante “repetir para ter sucesso”.

3. O gestor começa a medir e descobre que as ações têm sucesso, avançando diretamente para a repetição do sucesso a partir do otimismo ingênuo. Em qualquer um dos dois últimos casos (desnecessário dizer que ambos preferíveis ao primeiro), a meta é fugir da mensuração confusa e ir na direção de métricas quantificáveis.

Agir antes, não depois
Gestores antenados não esperam sentados pelos resultados depois do lançamento de uma campanha em mídias sociais. Eles ouvem cuidadosamente, porque sabem que o cliente não apenas “consome” a campanha, mas também pode comentá-la (“criação”), compartilhá-la com seus amigos (“conexões”) e dar sua opinião, sem ser censurado (“controle”). E, além de acompanharem essas reações, tais gestores agem.
Calcule o “ROI” das mídias sociais
* Esta reportagem foi publicada pela Revista HSM Management (Março/Abril de 2011 br.hsmglobal.com) e agora no Mundo do Marketing por meio de parceria que os dois veículos mantêm.

Interatividade, inovação, tecnologias, comunicação, tendências, democracia, educação e, liberdade, serão as marcas do XXIV Fórum da Liberdade, que neste ano acontecerá nos dias 11 e 12 de abril, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre/RS. Já consagrado internacionalmente como um dos maiores eventos de debate e discussão de ideias da América Latina, o Fórum de 2011 terá como tema Liberdade na Era Digital e permitirá ao público a interação com o evento, através das redes sociais, Facebook, Twitter e também pelo site, onde podem ser feitas as inscrições. 

Na ocasião, serão entregues os prêmios Libertas e Liberdade de Imprensa. O diretor executivo do Instituto Millenium, Paulo Uebel, será agraciado com o Prêmio Libertas, concedido aos empreendedores que se destacam no trabalho pela valorização dos princípios de economia de mercado e de respeito ao Estado de Direito democrático. Já a jornalista cubana e autora do Blog Generacion Y, Yoani Sanchez, será homenageada com o Prêmio Liberdade de Imprensa, conferido aos profissionais que preconizam a liberdade de imprensa e que se dedicam ao desenvolvimento do pensamento crítico.

Apresentação do Fórum 2011

A liberdade é perseguida como um ideal pela humanidade desde tempos imemoriais. É o fim político supremo e a condição necessária para o sucesso das interações sociais. No entanto, na medida em que o mundo muda, a percepção e a vivência da liberdade também mudam. A chamada era digital começa a derrubar os limites conhecidos para a liberdade – é quase uma quinta dimensão, na qual as barreiras conhecidas e todos os freios para a ação humana são derrubados, um a um.
A internet é, como diria Hayek, uma ordem espontânea, um espaço no qual a interação humana gerou um ambiente que não foi resultado do projeto de ninguém. Ninguém planejou que a internet chegasse a ter tantos usos, e não podemos traçar com precisão como será o amanhã. Simplesmente agimos na rede, e percebemos que o resultado de nossas ações terminou por causar uma revolução no acesso à informação. Para aqueles que pensavam que uma ordem derivada de múltiplas e indeterminadas interações e comportamentos humanos era impossível de ser concretizada de forma organizada e sem intervenção, a era digital se apresenta como uma quebra de paradigmas.
Mas os novos meios de comunicação digitais não são apenas formas mais rápidas de acessar informação. Há uma novidade que é maior, e que influirá na cultura da liberdade de modo muito mais decisivo: o processo de educação é agora autodirigido. Cada indivíduo, com seu celular, seu computador, é o gestor do seu aprendizado. À frente, estão infinitas portas, todas as oportunidades e informações do mundo – e o caminho de descobertas traçado na nuvem de informação é único para cada um.
O indivíduo é agora o agente máximo de seu aprendizado. Mas não é só isso. O comércio, que já era global e atravessava fronteiras, agora as ignora – e todos comerciam diretamente, sem aduanas e atravessadores. A democracia também muda, e mais opiniões se espalham. Cada pessoa pode gerar conteúdo para todo o mundo. Mas há uma contrapartida: até onde vai o poder do Estado em um mundo em que toda a informação está disponível? O Big Brother, de George Orwell, está mais próximo do que nunca. Todas essas questões nos trazem a um novo mundo, em que o velho ideal de liberdade mantém sua natureza, mas se apresenta de formas inovadoras, em espaços antes fechados e para pessoas antes apartadas.
Fruto da capacidade individual de cada um e de todos ao mesmo tempo, a internet apresenta-se como uma revolução no conhecimento, e nos leva a questionar as consequências que afetarão as liberdades econômicas, políticas e civis. A nova geração traz em si a cultura da liberdade? Quais os limites e os desafios da liberdade nesse novo mundo?
 
Fonte: Mídia8
As mídias sociais têm afetado a forma como fazemos negócios e através dessas ferramentas as empresas perceberam que, para atingir seus clientes, precisam oferecer grandes possibilidades de conexão e de diálogos com as partes interessadas. Mas a dificuldade está em como fazer isso e manter essas conversações de forma produtiva.

Pensando nisso, elaborei 7 passos fundamentais para manter as conversações nas mídias sociais e melhorar o relacionamento com o público-alvo da sua empresa.

Os 7 passos fundamentais das conversações

Passo 1: É preciso deixar claro por que a mídia social é o caminho certo para sua empresa e quais os objetivos você está esperando obter com isso. Ou seja, é necessário traçar um plano elaborado e quem vai executá-lo.

Passo 2: Depois do plano das atividades de mídias sociais pronto, deve-se elaborar as políticas de posicionamento e comunicação da empresa dentro do negócio. É necessário informar todos os envolvidos da forma de conduta das conversações. Isto significa que todos os funcionários serão informados sobre como lidar com uma presença de mídia social.
Passo 3: Pesquisa é essencial. É necessário o monitoramento e rastreamento de sua marca para saber o que já estão falando sobre sua empresa.

Passo 4: Detectar quais comunidades e plataformas são as melhores para o seu negócio. Para isso, é necessário identificar o seu público-alvo online. Analisar as formas de interação é um forte ponto para conseguir manter diálogos com seus clientes.

Passo 5: Seja consistente. Mantenha atividades regulares para fidelizar seu público-alvo. Rotinas fazem as pessoas se sentirem mais seguras, porém, o fator surpresa deve ser utilizado para causar impacto em momentos especiais.

Passo 6: Nem tudo é sobre você. As mídias sociais possuem plataformas que criam conversações. Não faça monólogos, busque as respostas dos seus clientes e tenha também respostas rápidas.

Passo 7: Interação e participação. Pense em palavras como educar, informar, divertir e entreter ao tentar chegar nos seus clientes. É preciso ser transparente e humano a fim de demonstrar e manter uma certa identidade.

Finalmente, quando está presente nas mídias sociais, você precisa estar ciente de que seus objetivos para alcançar as partes interessadas online estão alinhados com seus objetivos de negócio. É preciso que haja coerência entre estes objetivos de manter uma identidade corporativa.

Mídias sociais serão o principal vetor de crescimento para a Natura nos próximos cinco anos. Foi o que garantiu Alessandro Carlucci, diretor presidente da Natura, durante palestra no SAP Fórum, que começou em São Paulo nesta terça-feira, 22. De acordo com o diretor da fabricante de cosméticos, as redes sociais serão a grande ferramenta de contato com uma força de vendas que totaliza 1,2 milhão de consultoras no Brasil.

“Hoje nós entregamos 3 milhões de catálogos a cada 21 dias”, revelou Carlucci. “Quem sabe em quatro anos não precisamos imprimir mais nenhum”, comentou.

O esforço da Natura para se comunicar online com seus públicos começou ainda em 2000, quando iniciou uma campanha para que as vendedoras tivessem conexão à Internet. Hoje, 80% delas já têm.

A Natura tem um núcleo estruturado para cuidar da sua comunicação em redes sociais.

A empresa conta com 19.444 “curtidas” em um dos grupos levando seu nome no Facebook e mais de 28 mil seguidores no Twitter.

Além disso, a companhia possui duas redes sociais próprias, nos moldes do Orkut e Facebook.

A Natura Nós, semelhante aos conhecidos Orkut e Facebook, focada em colaboradores, e a Natura Conecta, aberta à participação de qualquer interessado.

A Natura Conecta foi utilizada para contribuir com o relatório anual da companhia de 2010, abrindo um espaço para a colaboração dos participantes em um wiki em temas como Amazônia, biodiversidade, educação, gases de efeito estufa, impacto dos produtos e qualidade das relações.

No ano passado, a Natura somou receita líquida de R$ 5,1 bilhões. Na comparação com o ano anterior, houve crescimento de 21% no faturamento da companhia. O lucro líquido atingiu R$ 744 milhões, alta de 8,8% em relação a 2009.

Existe alguma marca na história que obteve mais mídia gratuita que o Twitter ou o Facebook? Todas as vezes que ligamos a TV, se tratando de Brasil, alguém está divulgando um perfil para interagir com o público, e a cada início de bloco algum apresentador menciona a marca Twitter. Isso acontece até no Fantástico, o horário mais caro da TV brasileira.

As mídias sociais se mostram uma força inexorável e por isso cada vez mais as empresas se adequam a essa nova realidade, porém, esse interesse das emissoras de TV vem gerando outro fenômeno: o da mídia espontânea em uma escala nunca visto antes.

Eu acho ótimo que a TV fale do Twitter e do Facebook, isso certamente vem alavancando o crescimento das mídias sociais no Brasil, porém, não podemos esquecer que se tratam de empresas que geram a maior parte de suas receitas através de publicidade, assim como as redes de televisão.
A Globo já deu sinais claros de que as mídias sociais são importantes para sua estratégia de comunicação, porém, em uma medida paradoxal a emissora está restringindo o uso das mesmas em seus espaços publicitários. Segundo o blog eutedisse, a Rede Globo encaminhou, através de suas afiliadas, uma comunicação para o mercado publicitário na qual não podem mais inserir o nome das redes sociais em seus comerciais, ou seja, se forem mencionadas as marcas Twitter ou Facebook, por exemplo, o anunciante terá de pagar por multiplicidade.

De acordo com o site AdNews, a assessoria da emissora esclareceu que não há qualquer tipo de censura às redes sociais. O fato é que muitas empresas passaram a desenvolver ações voltadas a essa plataforma, e a cada vez que palavras como “Twitter” ou “Facebook” são citadas em algum comercial, a empresa que comprou o espaço passa a divulgar, além da sua marca, a marca desses sites. É aí que está o conceito de multiplicidade. Quando isso acontece, a emissora aciona o contratante e expõe a situação. Caso ele aceite continuar com a veiculação, uma taxa de 30% é acrescentada ao preço original.

Para mim, essas barreiras impostas dificultam as ações integradas e podem afugentar os anunciantes, se tornando um caminho perigoso para a emissora. E pra você? o que acha dessa medida?

Não é preciso dizer da importância e crescimento acelerado das redes sócias em todo o mundo. Revoluções começaram por elas, notícias de tragédias se espalharam por elas, fenômenos relâmpagos da internet surgem delas. Mas até que ponto as redes sociais podem contribuir ou atrapalhar nos relacionamentos?

Quem está presente nas redes sociais, sabe como é fácil dizer um oi para um amigo distante ou até mesmo bater um papo com ele. Sabe também como é deixar de receber uma ligação em um dia especial, por já ter recebido um scrap ou tweet.

As redes sócias têm o poder de tornar a comunicação simples e direta, em muitos casos, direta até de mais. As teorias em torno da banalização de relacionamentos, aponta para duas vertentes: A primeira diz que as pessoas deixam de ter contato pessoal, se distanciam da realidade para viver o mundo on-line. A segunda questiona o quanto pode ser verdadeiro um relacionamento baseado em palavras escritas, sem olhares e contato físico.

Ora, pergunte a uma pessoa que mora longe de seu país, e só pode se comunicar com os pais pela internet. Não é, então uma relação verdadeira? E o que dizer daquele “feliz aniversário” que você esqueceria se não fosse o aviso do Facebook lembrando a data especial. Redes sócias são feitas sobre relacionamentos, sejam profissionais, amorosos ou fraternais. Até as discussões são quentes pelas redes.

As redes sociais são feitas de relações, só existem pela vontade incansável do ser humano se comunicar a todo tempo. Não dispensamos o encontro com amigos e familiares, mas a distância imposta pelo dia-a-dia é minimizada pelo poder de comunicação das redes sociais.

 
A E.life divulga um estudo sobre os hábitos e comportamentos dos internautas brasileiros nas redes sociais. No total, foram 945 entrevistados no período de novembro de 2010 a janeiro de 2011.

Para o levantamento, a empresa elaborou um questionário abordando os locais e plataformas para acesso à internet, tempo de permanência na rede, aplicativos mais utilizados e a tendência de crescimento de algumas redes em detrimento de outras, além de seus usos específicos. As perguntas foram aplicadas aos usuários de redes sociais através de divulgação, principalmente por meio do Twitter e do Facebook. 

O resultado revela, entre outros dados, que 42,5% dos entrevistados dedicam 41 horas ou mais à internet por semana, o que significa quase 6 horas por dia. Também é possível identificar as redes com maior presença de heavy users: o Twitter, com 47,2% de seus usuários online mais de 41 horas por semana e o Facebook, com 48,5%. 

Quando questionados sobre que atividades praticam na Internet, 85,6% dizem utilizar seu tempo online em conversas virtuais em tempo real. Paralelamente, 85,1% também utilizam seu tempo online para administrar perfis nas redes sociais. Dos entrevistados, 64,2% dizem acessar as redes sociais e usar os bate-papos online simultaneamente. 

Também são hábitos comuns dos internautas escrever no Twitter, ler blogs e visualizar fotos (no Flickr, Orkut, Facebook, entre outros). 

Outra informação importante diz respeito ao aumento dos acessos à internet via celular. Em 2009, apenas 34,4% dos usuários tinham esse costume. No estudo referente a 2010, esse número subiu para 44,8%, representando a terceira maior plataforma para conexão. De qualquer forma, os equipamentos mais utilizados para a navegação ainda são os desktops (82,2%) seguidos pelos notebooks. Vale ressaltar que os desktops registraram uma pequena queda em comparação a 2009 e que esta pergunta permitia mais de uma resposta. 

Ainda nesse contexto, notou-se um crescimento no número de acessos via netbooks, iPods, consoles, tablets e blu-rays.

Nas conexões móveis, os conteúdos mais acessados são as redes sociais e bate-papo online (através de aplicativos) e, ainda, a navegação em sites e a leitura de notícias (via browser). Baixar ou ouvir músicas online, jogos online, Internet Banking e download de podcasts são menos comuns via celular.

O estudo aponta crescimento no número de usuários cadastrados em algumas redes sociais. Em 2009, 49,1% dos internautas consultados eram usuários do Facebook. Na apuração referente a 2010, esse número saltou para 91,3%. Seguindo o mesmo critério, o Twitter cresceu de 76,2% para 89,1%. Destaque também para o Linkedin, rede com fins profissionais que possuía 21,8% das menções em 2009 e alcançou 47,5% em 2010. O crescimento do Linkedin é atribuído ao lançamento de sua versão em português.

Dos serviços em que os usuários possuem conta, aqueles declarados como mais usados foram o Twitter, com 74%; o Facebook, com 63%; o MSN, com 48,4%; o Orkut, com 34,1% e o Youtube, com 12%. Apesar de ocupar o quarto lugar no ranking deste ano, em 2009 o Orkut era utilizado por 68,8% dos usuários cadastrados em redes sociais. 

Segundo o levantamento, o principal interesse dos usuários no Twitter é a informação, com destaque para a busca de atualidades e leitura de notícias. Já no Facebook, no Orkut e no MSN, o cultivo dos laços sociais é que motiva o acesso, para que os usuários mantenham contato com amigos e parentes. 

Dos 945 internautas participantes do estudo, 53% são mulheres e 47% homens. Os usuários de 19 a 25 anos representam 47,5% dos entrevistados, enquanto 20,2% têm entre 36 e 45 anos, 17,4% têm de 26 a 35 anos e 9,7% têm até 18 anos. Os demais possuem mais de 46 anos de idade. A região Sudeste (48,9%), abrange a maioria dos consultados, seguida pelo Nordeste (24,1%), Sul (21,3%), Centro-Oeste (3,6%) e Norte (2,1%).

Fonte: ADNews
Foi em março de 1989 que Tim Berners-Lee realizou com sucesso a primeira comunicação entre cliente e servidor, usando o protocolo HTTP na internet. Nascia a World Wide Web de um jeito bem diferente do que conhecemos hoje. A WWW revolucionou não apenas a maneira como as pessoas se comunicam, mas também como se relacionam, estudam, se divertem ou trabalham. Nesse último aspecto, o mercado de trabalho vem assistindo a uma crescente demanda por profissionais para ocuparem cargos que não existiam até há alguns anos atrás.
Coordenadores web, analistas de métricas, webdesigners, gerentes de ecommerce, estagiários em marketing digital, entre outras tantas, são cargos (muito bem remunerados, diga-se de passagem) para os quais poucas escolas conseguem preparar mão-de-obra qualificada.
Há bons cursos de extensão no mercado, mas há muito jabá também. A verdade é que não há nenhuma faculdade atualmente no Brasil, que forme profissionais para atuar com foco em Internet.
Esse problema impacta diretamente as empresas, pois conforme aumentam suas necessidade de criarem uma presença online forte, elas mesmas tem que preparar e educar seus funcionários. Vemos cada vez mais, crises de marcas surgirem no ambiente 2.0 e empresas perdidas, tendo que demitir funcionários, por falta de bom senso ou por falta de uma política de uso do canal, corretamente estabelecida.
Surge nesse cenário mais um cargo de extrema importância nas empresas de portes: o Gerente de Mídias Sociais. Mas quais as habilidades necessárias a esse profissional? Veja abaixo uma lista criada a partir de várias conversas com empresas atuantes nesse setor:
  • Comunicativo: o gerente de mídias sociais deve transmitir as idéias com clareza, ser um bom redator, evitando gírias e abreviações. Jornalistas e profissionais de comunicação ganham vantagem nesse ponto, mas conheço ótimos gerentes de mídias sociais que tem formação em Psicologia, Administração e até Veterinária.
  • Sociável: a gestão de redes sociais deve ser feita por alguém com capacidade de socializar facilmente com outras pessoas. Não pode ser alguém “fechado” ou tímido. Imagine a hostess de um evento, que conversa com todos, apresenta as pessoas umas às outras e facilita ligações e relacionamentos entre as pessoas. É por aí.
  • Antenado: novidades surgem na Internet com grande velocidade. Identificar tendências, estar por dentro das últimas notícias, sobre o que as pessoas estão falando e onde estão falando. O gerente de mídias sociais tem que estar preparado para ver a onda antes que ela chegue.
  • Ter presença digital: escrever em blogs, microblogs, comunidades virtuais, redes de relacionamentos profissionais… antes de contratar uma agência ou umgerente de mídias sociais, conheça a presença deles nas mídias sociais. Antes de fazer o marketing social da empresa, esse profissional deve saber como fazer o seu marketing pessoal.
  • Tecnológicos: há centenas de ferramentas disponíveis para medir resultados, monitorar canais e interagir com consumidores. Algumas são pagas, outras gratuitas. Esse profissional deve conhecer e saber usar essas ferramentas de acordo com a necessidade e verba disponível da empresa.
  • Multitarefa: pessoas que só conseguem fazer “uma coisa de cada vez” terão mais dificuldade de ocupar esse cargo. Num ambiente extremamente competitivo e sob uma chuva incessante de informações, conseguir realizar várias tarefas ao mesmo tempo é fundamental.
  • Político: dentro das empresas, o gerente de mídias sociais irá interagir com diferentes áreas. Marketing, vendas, atendimento, jurídico, recursos humanos e tecnologia da informação são algumas delas. Administrar conflitos, crises e integrar essas áreas nas mídias sociais é um desafio político que requer muitas reuniões e ouvidos atentos.
  • Analítico: dentre as tarefas mais complexas, está a de criar relatórios, definir metas, interpretar dados de diversas fontes e tabular em gráficos para serem apresentados à diretoria de forma clara e convincente.
  • Gestor: como o nome do cargo diz, o gerente de mídias sociais é um gestor. Deve saber lidar com equipes multidisciplinares, mantê-los incentivados e com foco nas tarefas. Saber delegar tarefas e responsabilidades, estimular e cobrar prazos faz parte do seu cotidiano.
Todas as habilidades descritas acima são capazes de serem desenvolvidas nos profissionais. Basta que haja investimento na capacitação. Eventos e cursos fazem parte de um primeiro passo. Além disso, é importante identificar pessoas que já estejam enquadradas em parte delas, para que o tempo de preparação seja menor.
A Ecommerce School é a primeira escola no Brasil a oferecer o curso de Gerentes de Mídias Sociais, com 60 horas de duração, para atuarem com excelência nesse mercado.
Sobre o autor:
Mauricio Salvador é Mestre em Comunicação e Administração, tem MBA em Gestão e Estratégias em Negócios, foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Professor nos cursos de MBA da Universidade Anhembi Morumbi e da FIA/PROVAR/USP e Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do Grupo BuscaPé, atendendo clientes como Claro, Pernambucanas, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e MasterCard, entre outros. Lecionou na Universidade da Califórnia – Berkeley e estruturou os departamentos de E-commerce e Online Marketing de uma Start-up em São Francisco. Autor do Livro “Como Abrir uma Loja Virtual de Sucesso, atualmente é CEO da Ecommerce School e da iHouse eCommerce.