A Renault, assim como dezenas de outras empresas que ainda não sabem como atuar no digimundo, esperou até o momento em que uma simples consumidora expôs nacionalmente o descaso da empresa para, enfim, tomar uma atitude digna. Para quem está boiando sobre o caso, uma consumidora insatisfeita foi obrigada a recorrer às redes sociais para expor a todos sua indignação ao ter adquirido um carro que há quase 4 anos estava encostado por não funcionar.

Após observar que o caso estava sendo disseminado nas redes sociais, a Renault tentou tomar uma atitude ainda mais drástica, exigindo com uma ação judicial que a consumidora retirasse do ar o site Meu Carro Falha, criado para relatar todos os problemas enfrentado com a empresa.

É claro que a ação da empresa fez com que seu nome fosse manchado nos principais blogs e sites da internet, entre eles páginas especializadas em comunicação, tecnologia e comportamento empresarial. Assim como no caso da Brastemp, mais uma vez uma companhia só começou a respeitar minimamente o cliente após sofrer uma avalanche de críticas nas redes sociais. As empresas não respeitam o consumidor e os consumidores dão o troco nas redes sociais. Ao que tudo indica, essa tem sido a única solução para punir as empresas. Confira abaixo a íntegra do comunicado da consumidora insatisfeita que conseguiu, depois de quase 4 anos, um acordo com a Renault:

"Prezados seguidores, informo que negociamos, compomos e concretizamos um acordo no qual a Renault comprometeu-se em ressarcir os valores pagos pelo veículo bem como meus danos, tendo sido extintas todas as ações judiciais, de parte a parte, tanto no que toca ao meu pedido de indenização a Renault, quanto à ação que esta moveu contra mim por danos morais.

Em agradecimento ao apoio de vocês de todo o Brasil, que resultou em mais de 700 000 acessos ao site, incluí no acordo, um automóvel Clio 0km para doação a uma entidade assistencial de alcance nacional. O referido veículo será doado nos próximos dias à AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Gostaria que cada um de vocês recebessem o meu mais sincero agradecimento, pelo apoio e pelas manifestações recebidas pelas redes sociais. Espero ter contribuído com um bom exemplo de defesa do meu direito de consumidora e de persistência. Um forte abraço a todos".

Além de ser um bom exemplo, Daniely Argenton, a consumidora insatisfeita, conseguiu que seu dano fosse reparo, fez com que uma entidade ganhasse um carro que com certeza irá ajudar na logística assistencial e, principalmente, fez com que a Renault aprendesse uma lição simples: a empresa só existe por causa dos clientes. Portanto, não trate-os como inimigos. 

Fonte: Mídia8

A comunicação é a base para os relacionamentos humanos. As culturas organizacionais e interações entre os stakeholders dentro de uma empresa são construídos a partir dos diálogos entre os envolvidos. Então, como ter poder de discernimento na utilização dos valores e mandamentos morais, e sua aplicação nas diferentes situações que encontramos no dia a dia?
Ser ouvido e compreendido são fatores inevitáveis que as pessoas compartilham entre si. A necessidade de inclusão e percepção em grupo é o que nos une e nos permite ter conhecimento ou informação. Ou seja, o valor da comunicação é muito amplo e não apenas revela as preferências de cada pessoa, mas também permite a união de ideias, que nos leva a um progresso/regresso individual a partir de outro ser humano.
Como resultado, a forma como nos comunicamos juntamente com o conteúdo que queremos passar é o que decide se a informação está sendo passada sem ruídos do emissor para o receptor.
A mensagem é constituída não só pela matéria de ortografia, gramática e vocabulários, mas também pela forma que expressamos nossos pensamentos. Compreender o peso das palavras que usamos é tão importante quanto a forma que construímos as frases.

Consciência na escrita

A comunicação com a palavra escrita exige um prévio pensamento consciente. No entanto, as demandas atuais de informação muitas vezes usurpam esse processo de pensamento. Isso significa que cada vez mais estamos sobrecarregados, tornando-nos negligentes e menos consciente do impacto das palavras.
Contudo, esse ciclo vicioso pode ser quebrado se ficarmos atentos há alguns fatores que avaliamos como uma melhor forma de comunicação. No mundo online, é pertinente que as informações postadas jamais serão apagadas. Uma vez na rede, sempre na rede. O impacto se torna muito mais forte e por isso precisamos de mais cuidado nas transmissões de mensagens.
As palavras e os textos são nossas formas de comunicação online. Metodologias como vocabulário, gramática e semântica precisam ter conexões dentro do contexto, pois nos faltam outros elementos humanos de comunicação como linguagem corporal e expressão facial para complementar as falas.
A capacidade de aplicar as regras básicas da linguagem é um fator importante na forma como efetivamente somos capazes de atravessar uma ideia ou um ponto. A escolha de palavrasnos ajuda a ilustrar o tom e a atitude que queremos transmitir. E a consciência do leitor ajuda a escolher o caminho e as palavras que são mais suscetíveis de compreensão a fim de incentivar a troca de comunicação.

O desafio

Comunicarmo-nos por escrito é um desafio pessoal e profissionalmente, em virtude da forma como seremos julgados. É a parte que as pessoas se atentam quando nos “olham” online, na falta de uma presença física. O mesmo vale para as presenças de marcas e empresas.
Se nossas palavras são as expressões das ideias ou conhecimentos, podemos e devemos esperar que as pessoas avaliem a sua qualidade. É importante estar atento não apenas no que dizemos, mas como dizemos. Comunicação consciente nos ajuda a eliminar tantas variáveis ​​quanto possível na interpretação e compreensão em nome daqueles que estamos falando.

As intenções

Se toda vez que escrevermos um post, um tweet ou um comentário, fizermos certas indagações mentais, podemos eliminar interpretações errôneas ao nosso respeito:
1. “Essa manifestação é válida?”
Saber por que você está prestes a dizer o que você vai dizer aumenta drasticamente suas chances de dizê-lo claramente, com a abordagem certa. Também pode ajudá-lo a perceber quando você não deve dizer nada.
2. “O que isso pode me afetar?”
Você está fornecendo todas as informações pertinentes? Também, é bom ter em mente que se você está se comunicando com um público, suas informações e as respostas podem ser observadas por outras personalidades, mesmo se não são dirigidas a eles. Isso deixa impressões, para melhor ou para pior.

Comunicando-se melhor

Dado o impacto que a nossa comunicação escrita pode ter sobre o nosso trabalho, atitudes, relacionamentos e coisas do gênero, acredito que valha a pena atentar-se na forma que iremos usar as palavras para transmitir nossos pensamentos, opiniões e valores.
1) Seja amigo da Gramática
Errar é humano. Persistir no erro é burrice. Se você não conhece nenhum dicionário online, o Google te ajuda. Na dúvida, procure o certo, isso ajuda muito a comunicação e a forma que você será visto.
Eu digo que tenho vários melhores amigos, e eles se chamam Michaelis , Aurélio e atualmente o Aulete. E, além disso, procuro ajuda externa. A minha vida sem meus revisores de plantão,Lívia BritoNewton Alexandria e Maira Manesco, não seria nada.
Aceitar as próprias limitações nos permite ultrapassá-las de forma muito mais rápida.
2) Gentileza e humildade fazem o mundo melhor
Defender um ponto de vista ou uma ideia é uma coisa. Não saber ouvir e respeitar a opinião alheia é outra coisa completamente diferente. No momento que você aceita que existem sim, pessoas com opiniões diferentes e que isso não interfere nos seus processos, sua vida será melhor. Afinal, entre tantos no mundo, se não existissem tantas particularidades e diferenças, tudo seria muito sem graça.
Portanto, não importa o quão certo você se sinta, saiba que ninguém é obrigado a compartilhar os mesmos pensamentos. E que independente dos argumentos utilizados, nem sempre você irá mudar o ponto de vista alheio. E nem sempre é necessário. As relações se engrandecem pelas diferenças e não apenas pelas similaridades. Cuidado, você pode passar do certo para o errado de acordo com a forma que você se comunica.
Seja consciente.
Foi em março de 1989 que Tim Berners-Lee realizou com sucesso a primeira comunicação entre cliente e servidor, usando o protocolo HTTP na internet. Nascia a World Wide Web de um jeito bem diferente do que conhecemos hoje. A WWW revolucionou não apenas a maneira como as pessoas se comunicam, mas também como se relacionam, estudam, se divertem ou trabalham. Nesse último aspecto, o mercado de trabalho vem assistindo a uma crescente demanda por profissionais para ocuparem cargos que não existiam até há alguns anos atrás.
Coordenadores web, analistas de métricas, webdesigners, gerentes de ecommerce, estagiários em marketing digital, entre outras tantas, são cargos (muito bem remunerados, diga-se de passagem) para os quais poucas escolas conseguem preparar mão-de-obra qualificada.
Há bons cursos de extensão no mercado, mas há muito jabá também. A verdade é que não há nenhuma faculdade atualmente no Brasil, que forme profissionais para atuar com foco em Internet.
Esse problema impacta diretamente as empresas, pois conforme aumentam suas necessidade de criarem uma presença online forte, elas mesmas tem que preparar e educar seus funcionários. Vemos cada vez mais, crises de marcas surgirem no ambiente 2.0 e empresas perdidas, tendo que demitir funcionários, por falta de bom senso ou por falta de uma política de uso do canal, corretamente estabelecida.
Surge nesse cenário mais um cargo de extrema importância nas empresas de portes: o Gerente de Mídias Sociais. Mas quais as habilidades necessárias a esse profissional? Veja abaixo uma lista criada a partir de várias conversas com empresas atuantes nesse setor:
  • Comunicativo: o gerente de mídias sociais deve transmitir as idéias com clareza, ser um bom redator, evitando gírias e abreviações. Jornalistas e profissionais de comunicação ganham vantagem nesse ponto, mas conheço ótimos gerentes de mídias sociais que tem formação em Psicologia, Administração e até Veterinária.
  • Sociável: a gestão de redes sociais deve ser feita por alguém com capacidade de socializar facilmente com outras pessoas. Não pode ser alguém “fechado” ou tímido. Imagine a hostess de um evento, que conversa com todos, apresenta as pessoas umas às outras e facilita ligações e relacionamentos entre as pessoas. É por aí.
  • Antenado: novidades surgem na Internet com grande velocidade. Identificar tendências, estar por dentro das últimas notícias, sobre o que as pessoas estão falando e onde estão falando. O gerente de mídias sociais tem que estar preparado para ver a onda antes que ela chegue.
  • Ter presença digital: escrever em blogs, microblogs, comunidades virtuais, redes de relacionamentos profissionais… antes de contratar uma agência ou umgerente de mídias sociais, conheça a presença deles nas mídias sociais. Antes de fazer o marketing social da empresa, esse profissional deve saber como fazer o seu marketing pessoal.
  • Tecnológicos: há centenas de ferramentas disponíveis para medir resultados, monitorar canais e interagir com consumidores. Algumas são pagas, outras gratuitas. Esse profissional deve conhecer e saber usar essas ferramentas de acordo com a necessidade e verba disponível da empresa.
  • Multitarefa: pessoas que só conseguem fazer “uma coisa de cada vez” terão mais dificuldade de ocupar esse cargo. Num ambiente extremamente competitivo e sob uma chuva incessante de informações, conseguir realizar várias tarefas ao mesmo tempo é fundamental.
  • Político: dentro das empresas, o gerente de mídias sociais irá interagir com diferentes áreas. Marketing, vendas, atendimento, jurídico, recursos humanos e tecnologia da informação são algumas delas. Administrar conflitos, crises e integrar essas áreas nas mídias sociais é um desafio político que requer muitas reuniões e ouvidos atentos.
  • Analítico: dentre as tarefas mais complexas, está a de criar relatórios, definir metas, interpretar dados de diversas fontes e tabular em gráficos para serem apresentados à diretoria de forma clara e convincente.
  • Gestor: como o nome do cargo diz, o gerente de mídias sociais é um gestor. Deve saber lidar com equipes multidisciplinares, mantê-los incentivados e com foco nas tarefas. Saber delegar tarefas e responsabilidades, estimular e cobrar prazos faz parte do seu cotidiano.
Todas as habilidades descritas acima são capazes de serem desenvolvidas nos profissionais. Basta que haja investimento na capacitação. Eventos e cursos fazem parte de um primeiro passo. Além disso, é importante identificar pessoas que já estejam enquadradas em parte delas, para que o tempo de preparação seja menor.
A Ecommerce School é a primeira escola no Brasil a oferecer o curso de Gerentes de Mídias Sociais, com 60 horas de duração, para atuarem com excelência nesse mercado.
Sobre o autor:
Mauricio Salvador é Mestre em Comunicação e Administração, tem MBA em Gestão e Estratégias em Negócios, foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil, Professor nos cursos de MBA da Universidade Anhembi Morumbi e da FIA/PROVAR/USP e Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico do Grupo BuscaPé, atendendo clientes como Claro, Pernambucanas, Wal-Mart, Saraiva, Polishop, Ponto Frio e MasterCard, entre outros. Lecionou na Universidade da Califórnia – Berkeley e estruturou os departamentos de E-commerce e Online Marketing de uma Start-up em São Francisco. Autor do Livro “Como Abrir uma Loja Virtual de Sucesso, atualmente é CEO da Ecommerce School e da iHouse eCommerce.
Segundo o jornal inglês Guardian, as forças militares americanas estão desenvolvendo um software que irá permitir que, secretamente, eles manipulem sites de mídia social usando falsos perfis online para influenciar as conversas na internet e fazer propaganda pró-América. O projeto tem sido comparado às tentativas da China em controlar e restringir a liberdade de expressão na internet. Os críticos alertam que ele permitirá que os militares dos EUA criem um falso consenso em conversas online, manipulando as opiniões indesejáveis ​​e sufocando comentários ou relatos que não correspondem com os seus próprios interesses.
Se usamos Twitter profissionalmente, criando campanhas publicitárias ou tentando que as notícias dos nossos sites sejam divulgadas o máximo possível, Timelypode ser de muita utilidade. É um serviço que fica checando a quantidade de clicks e RTs das nossas mensagens para determinar os melhores horários.Depois de conhecer nossa audiência, nos permitirá programar os textos para que a publicação seja automática, no melhor horário segundo o sistema de estatísticas do site.
Podemos definir o número máximo de tweets no dia, até 9, a possibilidade de cadastrar mais de uma conta, de usar nossos dados do bit.ly, exportar em outros sistemas… tudo isso pela opção gratuita, na opção paga, que ainda não está pronta, poderemos informar nosso endereço RSS para que a publicação seja automática, sempre no melhor momento.
via hatsnew

Por definição, Mobile Commerce é o uso do celular como meio de comercialização de produtos e serviços nas mãos das pessoas. E o Mobile Payment é o uso do celular como um veículo para pagamento e acesso a serviços financeiros. A convergência digital, que pressupõe a integração de várias mídias, já é uma realidade. Mas ao contrário do que se supunha, o veículo eleito para se tornar a base convergente de todos os canais não é a TV nem o computador, mas sim, o celular. O crescimento explosivo deste dispositivo, que a cada dia ganha mais inteligência, vem conquistando um número maior de usuários de forma constante. No mundo todo, a quantidade de aparelhos em 2010 chegou a quase cinco bilhões, segundo estudo da agência de tecnologia da informação e comunicação da ONU. Desse total, cerca de um terço têm acesso à web.
(artigo para Portal PEGN – Globo)
A grande base de usuários, aliada à praticidade do celular, abre grandes perspectivas para o m-commerce e também para o mobile marketing, ou seja, a utilização desse canal para veiculação de campanhas publicitárias.
Atualmente os varejistas norte-americanos estão percebendo que os celulares, principalmente os smartphones 3G, começam a ganhar a preferência da nova geração de consumidores por serem mais práticos e econômicos, se comparados aos computadores e suas variáveis móveis (notebooks, netbooks, iPads, etc). E, em particular, empresas de grande porte, que já possuem loja virtual e presença consolidada na Internet, apostam que o comércio via celular será o próximo passo estratégico, na medida em que permitirá aos consumidores contarem com um assistente portátil para facilitar suas compras tanto em lojas físicas, quanto virtuais.
No Brasil o uso do celular para compras e pagamentos ainda está em fase embrionária, mas existe grande potencial de crescimento. De acordo com pesquisa realizada em 2010, pela Acision, empresa especializada em serviços de telefonia celular, em parceria com a consultoria Teleco, 71% dos brasileiros afirmaram que usariam o celular em substituição a um cartão de crédito ou de débito, e 66% para consultar o saldo e movimentar sua conta do banco. Mas ainda existem barreiras a superar, sendo a principal delas, a cultural. Segundo o estudo, 59% dos usuários não confiam no serviço por considerá-lo inseguro, enquanto 15% têm medo de clonagem. Para os comerciantes o sistema de pagamento pelo celular mostra-se vantajoso, pois custará 3% da receita com vendas, enquanto a operação com cartões de crédito chega a consumir 15%. 
Há serviços financeiros móveis que já são disponibilizados no país, embora a maioria seja voltada a atender as classes altas. Bancos, por exemplo, oferecem aplicativos para iPhone em que é possível realizar transações bancárias, além de exibir uma lista com agências e caixas eletrônicos próximos ao local em que a pessoa se encontra, via realidade aumentada.
Embora existam serviços disponíveis em diversas tecnologias, ainda há pouca adesão ao mobile banking no Brasil. Uma das razões seria a falta de investimento em comunicação para divulgá-los. Outro motivo seria a idade dos correntistas: pessoas com mais de 35 anos, que são a maioria dos clientes dos bancos, que temem esse recurso.
Mas há perspectivas de crescimento para os próximos anos, com base na demanda existente na baixa renda brasileira. Atualmente, 65% dos beneficiados pelo programa Bolsa Família, por exemplo, possuem aparelhos celulares, mas apenas uma parte deles tem conta bancária. As instituições financeiras e as operadoras móveis prometem novidades para os próximos anos, enquanto o governo estuda a possibilidade de usar o celular como canal para pagamento de benefícios sociais.

V Simpósio Nacional da ABCiber, que acontecerá em Florianópolis entre 16 e 18 de novembro, já está com as inscrições abertas. O Simpósio é o encontro anual da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura e agrega palestras, apresentações de artigos, oficinas, mesas temáticas, performances e exposições.
A submissão de artigos em 8 eixos já está aberta. Pesquisadores podem apresentar nos eixos temáticos: 1) Educação, Processos de Aprendizagem e Cognição; 2) Jornalismo, Mídia livre e Arquiteturas da Informação; 3) Processos e Estéticas em Arte Digital: Circuit bending, Instalações Interativas e Curadorias Distribuídas; 4) Jogos, Redes Sociais, Mobilidade e Estruturas Comunicacionais Urbanas; 5) Meio ambiente, Sustentabilidade e Economias Solidárias; 6) Comunicação Corporativa e Práticas de Produção e Consumo Online; 7) Articulações Políticas Governamentais e Não-governamentais no Ciberespaço; 8) Arquivos: Taxionomias, Preservação e Direito Autoral.
É um ótimo evento e espero ir presencialmente neste ano. Já participei como co-autor de artigos apresentados nos dois  últimos simpósios. Em 2009, com o artigo “Jogos e o fluxo de capital simbólico no Facebook: um estudo dos casos Farmville e Bejeweled Blitz.”, em co-autoria com Thiago Falcão e Marcel Ayres. Em 2010, com o artigo “Monitoramento Online e Vigilância nas Eleições 2010“, em co-autoria com Nina Santos.

As novas Profissões


crescimento da web está sendo benéfico para muitas pessoas. Nem só para as empresas que investem nesse novo mercado, mas para a leva de profissionais que está vindo por ai. E não são poucos.
Não é de hoje que o curso de publicidade e propaganda é um dos mais buscados na USP, o que serve de parâmetro para nós do mercado. Tem muita gente querendo vir para o mercado de publicidade, mas será que damos conta dessa nova leva? Espero que sim. Claro que há a ordem natural das coisas, como pessoas que se aposentam ou largam tudo para viver no interior (velho sonho de publicitário), mas o número de pessoas que sai do mercado é muito menor dos formandos de cada ano, ou seja, dos que entram.
Estamos vendo cada vez mais o movimento de pessoas saindo de agências e montando suas próprias agências. Esse movimento não é novo, acontece desde que surgiu a 1ª agência de propaganda no mundo, mas hoje tenho visto ocorrer mais do que nunca, e de empresas especializadas o que é bom para o mercado. Isso abre espaço para esses novos “entrantes” no mercado, mas assim como disse no parágrafo acima, mesmo assim, não há espaço para toda essa mão de obra. Mas como resolver isso? Internet é a resposta!
Quando eu comecei na propaganda, em 2001, como 99% das pessoas que entram no curso (até hoje) eu queria ser um criativo. Como sempre escrevi bem, eu queria ser redator. Tentei ser Diretor de arte, mas sem o menor talento. Redação eu me dava muito melhor. Passei por várias áreas até me apaixonar por planejamento e cá estou até hoje. Fui mídia, tráfego, atendimento, produção e até atuei como produtor de TV. Esse era o leque que eu conhecia. Um dia me apresentaram a uma pessoa em uma agência e ela disse ser “arquiteta de informação”.
Para mim, arquiteto era aquela pessoa que planejava casas e era uma profissão que um dia eu quis ter. Mas não, a web trouxe uma gama de novas especialidades para a construção de projetos digitais, que vão além do site e com isso abriu um leque de opções enorme para novos especialistas. Leque esse que as faculdades ainda não enxergaram e por isso há poucos profissionais qualificados. Os que estão se saindo melhor, são aqueles que estão em cursos de pós graduação em marketing digital, como o da FIT onde dou aula.
Mesmo atuando há 9 anos no mercado de web, ainda hoje eu me surpreendo com essas novas profissões. Não quero de maneira nenhuma falar mal aqui de nenhuma delas, muito pelo o contrário, pois tenho visto como esse pessoal tem feito a diferença em projetos digitais. Quanto mais especialistas, melhor!
Além do arquiteto de informação, tenho visto nas agências o “flashmaker”, “interface”, “motion designer”, “especialista em .Net”,”redator de links patrocinados”, “especialista em SEO”, “especialista em SEM”, “programadores front e back end”, “gerente de projetos”, “analista de projetos”, “gerentes, analistas, coordenadores de e-commerce”, “implementador de Java”, “analista de mídias sociais”, “gerente de comunidade virtual”; isso sem contar com as adaptações do offline para o online, como no meu caso, planner digital, mas também já fui mídia online. Há o diretor de arte online, webwriting – que é o redator para internet, diretor de operações para o digital, atendimento, produção, tráfego. Até redator para Redes Sociais tem ganho importância por ser um cargo específico e com poucos profissionais capazes de fazer o Twitter vender mais Coca-Cola!
Em resumo, se você está no período de pensar em qual faculdade fará ou se já optou e está fazendo publicidade e propaganda, vai aqui uma dica: foque no digital, afinal, como você viu acima, a quantidade de novas profissões é enorme e você vai acabar vendo que o tempo que você passa na frente do computador não será inútil e sim, a sua profissão e que você pode ser um sucesso. Só depende de você se encaixar em uma dessas novas profissões e se dedicar muito.
E ai, vai encarar qual?

Voltei para falar mais um pouco sobre planejamento em mídias digitais. Mas nesse texto gostaria de deixar o foco para o E-mail marketing, uma “arma” da comunicação tão poderosa que pode ser considerada uma benção e uma maldição. Pois é, e o fato que nos deixa pensar nisso é simples, hoje em dia existem muitos Spams e os dois são muito parecidos em seu conceito, a linha que difere um do outro é muito tênue, tão tênue que para se ter uma idéia os muitos marketeiros e publicitários desconhecem.
Não quero aqui ficar colocando conceitos de e-mail marketing e principalmente diferenciando-o de Spam, mas uma coisa vocês precisam saber, a diferença básica entre eles é a seguinte, o e-mail marketing pede autorização, ou como eu gosto de dizer, é um cavalheiro que bate a porta, já o spam é um sem educação que chega chutando a porta para entrar, ou seja não pede autorização.
Você com certeza já viu isso, sabe aqueles sites que lhe oferecem local para cadastrar seu e-mail para receber informações? Então ele quer praticar o verdadeiro e-mail marketing. Outra diferença entre eles é o fato de lhe dar a opção de não receber mais os e-mails marketing e mais do que isso respeitar essa decisão sua, mais uma característica do e-mail marketing verdadeiro, como disse um cavalheiro.
Creio que uma coisa esse texto já lhe valeu, você comunicador digital não vai praticar spam certo? Não coloque sua credibilidade digital em cheque, ela vale muito. Mas também não saia por ai enviando e-mails a torta direita, pense em alguns pontos para seu e-mail:
  • Qual mensagem enviar?
  • Essa mensagem vai completa ou apenas parte?
  • Se enviar apenas parte, onde ele vai ver o restante?
  • Qual vantagem o internauta vai ter?
Olhando assim até parece simples, mas não é. Mas além desses pontos você precisa pensar também em:
  • Qual período mandar os e-mails (e cumpri-lo)
  • Qual assunto colocar no e-mail.
  • Todos os contatos vão receber, o assunto interessa a todos?
Amigos, eu já ouvi muita gente falando que o e-mail está caído em desuso. Sabe, não vou discordar disso, é preciso ser realista hoje passamos a maior parte do tempo nas redes sócias, porém o e-mail AINDA é muito utilizado principalmente no meio comercial. Pense nele com carinho, planeje seus e-mails marketing, faça analises após o envio, quantos foram abertos, quantas pessoas clicaram nos links, em quais links e por ai vai.
Mas nunca se esqueçam de respeitar primeiramente o internauta, peça permissão, deixe para ele a opção de não receber mais e não mande mais se ele não quiser. Planeje com “carinho” seu e-mail marketing, pense no layout (assim como no site ele precisa ser atraente e de fácil leitura), sempre cogite linkar suas redes sociais (hoje em dia elas são de extrema importância estar nelas).
Espero poder ter ajudado, um pouco a melhorar sua comunicação por e-mail ou pelo menos lhe fazer pensar em começar a utilizar. Eu particularmente utilizo bastante o e-mail marketing em minhas estratégias e tenho visto bastante resultado, dentro do previsto. Agora é com você.
Cuide e faça seu melhor, mas não chute a porta, antes bata e peça para entrar.