Como usar mídias sociais para network (II)

Nas novas corporações – conectadas no que acontece no mundo, adeptas da tecnologia e com poucos profissionais no nível intermediário de gerência – você tem que fazer muito mais do que simplesmente trabalhar duro para crescer na carreira. Você também deve mostrar que é socialmente competente. Isso significa construir boas relações no ambiente de trabalho (mas também fora dele), interagir com diferentes níveis hierárquicos (inclusive os chefes), participar da vida corporativa.

Não é nenhuma novidade que, para avançar na carreira, você deve cultivar seu network. Mas, se é assim tão óbvio, por que é que muitos jovens profissionais, super preparados nas melhores escolas, ainda acham que somente enfiar o nariz nas tarefas e entregar o trabalho é suficiente para ser reconhecido?

Não, não confunda com bajular o chefe ou tentar agradar todo mundo, virando o simpático grudento. A PhD Ella Bell, professora da Tuck School of Business e autora do recém-lançado “Career GPS” (ainda sem tradução em português) – em que aponta estratégias para “navegar” no mundo corporativo – lembra que network significa criar laços que vão fazer a diferença não só enquanto você desempenha suas funções em determinada corporação, mas também quando sai dela.

Aliás, quando você está empregado em algum lugar, também é muito importante para a sua visão de negócios que você interaja com colegas de faculdade que estão em outras empresas, pessoas que você conheceu no Twitter ou profissionais que participam do mesmo grupo que você no LinkedIn.

É aí que entram as mídias sociais como grande ferramenta para network. Vamos pegar apenas esses dois exemplos, LinkedIn e Twitter.

LinkedIn — Conhecido por ser uma rede de integração de profissionais, o LinkedIn está longe de ser apenas um canal para exibir seu currículo, como muita gente pensa. O LinkedIn é também um consistente local para discussões de alto nível entre profissionais de diferentes graus de experiência.

Ao estabelecer seu perfil, ressaltando de maneira objetiva as suas qualificações, fica muito mais fácil as pessoas te conhecerem. Fazendo parte de grupos, você pode tecer comentários em discussões propostas, ou até lançar seu próprio tema (interessante e estimulante, claro). A interação cresce, e pessoas que até então você não conhecia podem até se tornar parceiros de trabalho.

Para criar sua rede de contatos no LinkedIn, comece com ex-colegas de faculdade, clientes, gente com quem você trabalhou no passado. Procure grupos que discutem temas profissionais do seu interesse. O LinkedIn é também um excelente canal para você divulgar um artigo ou post que escreveu (não o tempo todo, senão vira spam), e compartilhar links, pesquisas e outros dados úteis. É fato, aliás, que quando você compartilha conhecimento mais do que pede informações, as pessoas tendem a enxergá-lo como alguém generoso, interessado no crescimento do outro, e certamente vão te ajudar quando você precisar.

Twitter — No Twitter, a postura não é muito diferente. O que muda é a forma de se comunicar, mais curtinha e ágil. Mas você também pode ir aumentando seu círculo ao procurar temas relacionados ao seu trabalho – use a área de busca do Twitter e digite uma hashtag (o símbolo # seguido de uma expressão que reflita o que você busca, por exemplo #midiassociais ou #design) para localizar pessoas com interesses afins.

Outra atividade excelente nesse microblog: participar de chats em tempo real, também utilizando uma hashtag. Uma ótima oportunidade para trocar ideias e conhecer pessoas, não só aqui no Brasil como em várias partes do mundo.

Enfim, Twitter e LinkedIn são somente duas pontinhas no iceberg do potencial que as mídias sociais têm para incrementar seu network. Mas é importante que você crie e mantenha uma presença online consistente e com credibilidade.

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